NOVO PREGÃO PUBLICADO

Governo do Rio publica novo pregão para alimentação de presos após suspensão por irregularidades

Fachada do Complexo de Bangu, unidade prisional do Rio de Janeiro.
Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro — Foto: Reprodução/TV Globo

Medida busca contratar empresas para o fornecimento de mais de 170 milhões de refeições ao longo de dois anos para os cerca de 47 mil detentos do estado. Edital anterior foi suspenso pelo TCE por falhas.

O Governo do Rio deu um novo passo para garantir a alimentação de milhares de pessoas privadas de liberdade. Nesta quarta-feira, 17/06/2026, foi publicado um pregão para contratar empresas responsáveis pelo fornecimento de refeições no sistema prisional fluminense. A decisão chega meses após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) suspender um edital similar, que previa um investimento de cerca de R$ 1,3 bilhão, devido à identificação de irregularidades.

Em março deste ano, o TCE determinou a paralisação imediata do pregão conduzido pela antiga Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). A suspensão foi motivada por riscos ao erário público, restrições à competitividade e falhas na transparência do processo, impedindo homologações e contratações até uma análise completa.

O governo do estado assegura que o novo edital foi cuidadosamente reformulado e obteve a aprovação tanto do Tribunal de Justiça quanto do próprio TCE. A condução da licitação ficará a cargo da Secretaria de Polícia Penal (Seppen), que abrangerá todas as unidades prisionais do Rio de Janeiro.

Esta iniciativa visa solucionar um problema recorrente: a contratação direta de empresas para o fornecimento de alimentos sem a devida licitação. A nova modalidade de pregão será dividida em lotes, incentivando a participação de múltiplas empresas e ampliando a concorrência. O valor estimado permanece em até R$ 1,3 bilhão, com a possibilidade de redução conforme os lances. A expectativa é de produção de mais de 170 milhões de refeições em um período de dois anos, atendendo uma demanda diária de aproximadamente 235 mil refeições para os cerca de 47 mil internos.

O Palácio Guanabara confirmou que o TCE autorizou o novo processo após a Procuradoria Geral do Estado (PGE) comprovar que o formato atual atende às exigências das leis de contratações públicas. A Corte de Contas considerou improcedentes as contestações ao edital anterior, revogou a suspensão e determinou o arquivamento das representações.

O novo edital também incorpora critérios de sustentabilidade e mecanismos aprimorados para fiscalização, rastreabilidade e previsibilidade dos gastos públicos, visando maior eficiência e transparência na gestão dos recursos.

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