SAÚDE NO CÁRCERE

Marcola tem dosagem de medicação ajustada após quadro de ansiedade em Brasília

Foto de Marcola em fundo neutro.
Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, durante custódia no sistema federal.

A administração da Penitenciária Federal de Brasília elevou a dosagem do medicamento clonazepam ministrado ao líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, após o detento relatar sintomas persistentes de ansiedade e insônia.

O líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, teve sua rotina de cuidados médicos alterada na Penitenciária Federal de Brasília. A unidade prisional decidiu aumentar a dosagem de clonazepam para 3 mg diários após o detento apresentar quadros de ansiedade e insônia durante avaliação psiquiátrica via telemedicina.

O reajuste clínico, que passou a considerar o uso de um comprimido e meio de 2 mg durante o período noturno, foi documentado pela unidade prisional. Apesar do aumento na medicação — um benzodiazepínico voltado para o controle de ansiedade, pânico e crises epilépticas — a direção da penitenciária ressaltou que o preso não manifestou episódios psicóticos ou alterações na percepção da realidade durante os atendimentos.

A assistência médica é um direito garantido pelo artigo 5º, inciso XLIX, da Constituição Federal, e reafirmado pela Lei de Execução Penal. Em nota oficial, o advogado Bruno Ferullo afirmou que o ajuste decorre exclusivamente de avaliação técnica realizada por profissional habilitado, reforçando que a medida é desvinculada de qualquer situação processual. A defesa pontuou ainda a importância da preservação do sigilo médico e da dignidade do assistido conforme o Código de Ética Médica.

Além da questão psiquiátrica, Marcola tem relatado histórico de problemas físicos, incluindo gastrite e lesões ligamentares no joelho. O líder da facção permanece sob custódia em Brasília desde março de 2019, sendo figura central em diversas investigações do Ministério Público de São Paulo (MPSP), incluindo a recente Operação Vérnix, que apura crimes de lavagem de dinheiro envolvendo familiares e figuras públicas como Deolane Bezerra.

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