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Governo discute ampliar o Programa Brasil Soberano II para setores estratégicos do agronegócio
Decisão visa incluir proteína animal, bioenergia e pesca, reconhecendo o impacto econômico e a geração de empregos. Medida busca fortalecer a competitividade e a resiliência das cadeias produtivas nacionais em cenário global instável.
A possibilidade de expandir o alcance do Programa Brasil Soberano II para abranger setores cruciais do agronegócio, como produção de proteína animal, bioenergia, pesca e aquicultura, foi debatida nesta quarta-feira (10/06/2026). A iniciativa, que busca fortalecer a economia brasileira, foi tema de reunião entre os ministros da Agricultura e Pecuária, André de Paula; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias; e da Pesca e Aquicultura, Edipo Araújo. O encontro também contou com a participação do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Eduardo Lobo, e focou na elegibilidade dessas atividades aos instrumentos de apoio financeiro do programa.
A inclusão dessas cadeias produtivas reconhece a importância estratégica que elas detêm para o Brasil. Segundo o ministro André de Paula, esses segmentos são responsáveis pela geração de empregos, pelo impulso às exportações e por uma contribuição direta para a segurança alimentar e energética do país. “É reconhecer sua relevância e fortalecer a capacidade do Brasil de enfrentar os desafios do cenário internacional”, declarou o ministro.
O Programa Brasil Soberano II foi estabelecido com o propósito de aprimorar a competitividade das empresas nacionais, aumentar a resiliência das cadeias produtivas brasileiras e mitigar os efeitos de mudanças geopolíticas, comerciais e tecnológicas globais.
Durante a reunião, os ministros defenderam a análise da entrada de atividades ligadas à produção de proteínas animais e à bioenergia no programa. A proposta abrange segmentos como avicultura, suinocultura, bovinocultura, produção de pescados e fabricação de etanol. Esses setores possuem peso considerável na pauta exportadora do Brasil e na oferta de alimentos e energia.
A inclusão do setor de pescados na próxima fase do Brasil Soberano foi outro ponto discutido. Essa medida é vista pelo governo e pela indústria como um meio de estimular investimentos, expandir mercados e aprimorar as condições de financiamento para produtores, empresas e trabalhadores envolvidos na cadeia produtiva.
O ministro Márcio Elias ressaltou que a demanda apresentada evidencia a necessidade de uma revisão do programa. “A apresentação desse pleito reforça ainda mais a necessidade de que, na revisão do Programa Brasil Soberano, possamos levar em conta esse pedido para contemplar uma atividade que é absolutamente essencial”, afirmou.
Com a possível aprovação da proposta, setores vinculados à proteína animal, à bioenergia e aos pescados poderão ter acesso a mecanismos de apoio financeiro. O objetivo é fortalecer a competitividade e ampliar a capacidade produtiva, em um contexto de crescente disputa por mercados e de transformações no comércio internacional.
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