JUSTIÇA PREVALECE

Goleiro Bruno, foragido da Justiça, é preso pela Polícia Militar do Rio de Janeiro

Foto do ex-goleiro Bruno sendo conduzido por policiais.
Ex-goleiro Bruno é detido em São Pedro da Aldeia, RJ.

Ex-goleiro, condenado pela morte de Eliza Samudio, foi localizado em São Pedro da Aldeia nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026, por violar a liberdade condicional.

Em uma ação coordenada que reafirma a autoridade judicial, a Polícia Militar do Rio de Janeiro, em colaboração com a PM de Minas Gerais, prendeu o ex-goleiro Bruno em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, nesta sexta-feira, 8 de maio de 2026. A detenção ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão emitido em 5 de março, após Bruno permanecer foragido por dois meses, violando as condições de sua liberdade condicional, que incluíam restrições de viagem e a obrigação de informar mudanças de endereço. A captura do ex-atleta, condenado pelo homicídio de Eliza Samudio, representa um passo crucial para a dignidade do sistema de justiça e para a percepção pública de que a lei se aplica a todos, reforçando a seriedade do cumprimento das penas.

O ex-goleiro foi localizado e conduzido à 125ª DP para cumprimento do mandado de prisão. Durante a operação, ele não apresentou resistência e colaborou com as equipes policiais do 25º batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que atuou em conjunto com o setor de inteligência da PM de Minas Gerais. Este mandado foi expedido após Bruno não se apresentar para retornar ao regime semiaberto.

As violações incluíram uma viagem sem autorização judicial para assinar com o time de futebol Vasco-AC, o que o impedia de deixar o Rio de Janeiro conforme as regras de sua liberdade condicional. O descumprimento foi amplamente divulgado pela imprensa e confirmado pela regularização do atleta no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, onde disputou uma partida pelo clube antes de ser dispensado.

A defesa de Bruno havia argumentado, em momento anterior, que a viagem visava sua ressocialização por meio do trabalho e que, por isso, a conduta não deveria ser considerada uma falta grave.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) também já havia apontado uma série de desrespeitos às condições impostas ao atleta. O órgão indicou que o ex-goleiro não informava mudanças de endereço à Justiça, desrespeitava horários de recolhimento domiciliar, frequentava locais vetados e realizou outras viagens sem autorização judicial.

Condenação por homicídio de Eliza Samudio

Bruno foi condenado a 22 anos e um mês de reclusão por homicídio qualificado, sequestro, cárcere privado e lesão corporal contra Eliza Samudio. A modelo, que teve um filho com o jogador, então atuando pelo Flamengo, teria cobrado o reconhecimento de paternidade. O corpo de Eliza nunca foi encontrado, e o crime veio à tona por meio de uma delação.

A condenação ocorreu em 2013. Em fevereiro de 2017, Bruno chegou a obter um habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal, mas retornou à prisão apenas dois meses depois, após uma nova decisão da Corte. Em 2019, a Justiça autorizou a progressão de pena para o regime semiaberto, período em que o ex-jogador passou a dormir na penitenciária.

A previsão original para o término do cumprimento da pena de Bruno era 8 de janeiro de 2031, em processo julgado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG). Após diversas transferências, acompanhando propostas de trabalho, a execução da pena foi parar no Rio de Janeiro em 2021. Foi em 2023 que ocorreu a progressão do regime semiaberto para a liberdade condicional, cujas regras foram agora violadas.

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