COBRANÇA PÚBLICA AGITA

Gleisi cobra Alcolumbre por CPI do Banco Master e critica PL de penas

Gleisi cobra Alcolumbre por CPI do Banco Master e critica PL de penas

Deputada do PT pressiona presidente do Senado por transparência e alerta para riscos em projeto de lei sobre dosimetria.

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, elevou o tom na última quinta-feira, 30 de abril de 2026, ao cobrar publicamente do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a imediata instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. A parlamentar defende que a CPI é crucial para desvendar as complexas relações políticas e financeiras supostamente ligadas ao caso, buscando proteger a probidade pública e a confiança da sociedade nas instituições. Durante a mesma sessão do Congresso Nacional, que analisava vetos presidenciais, Gleisi também teceu duras críticas ao projeto de lei da dosimetria de penas, alertando para o risco de anistiar crimes graves e fragilizar o combate a atentados contra a democracia, especialmente os relacionados aos atos de 8 de janeiro.

Em seu discurso na tribuna, Gleisi Hoffmann enfatizou que o Congresso Nacional possui a prerrogativa e o dever de aprofundar as investigações sobre o Banco Master, dadas as graves suspeitas que permeiam o caso. A criação de uma CPI, na visão da deputada, é o caminho para trazer luz à verdade e responsabilizar os envolvidos, garantindo a transparência que a sociedade espera. Contudo, o presidente Davi Alcolumbre tem demonstrado resistência à formalização da comissão, apesar da crescente pressão de outros parlamentares.

Além da questão do Banco Master, a parlamentar petista expressou profunda preocupação com o projeto de lei que reestrutura a dosimetria das penas. Ela argumenta que a proposta, se aprovada em sua forma atual, pode abrir precedentes perigosos, resultando na redução de sanções para indivíduos condenados por atos que atentaram contra as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro. Para Gleisi, essa flexibilização enviaria um sinal negativo no combate a iniciativas que buscam romper a ordem institucional democrática, gerando um sentimento de impunidade e abalando a confiança da população na justiça.

As declarações da deputada Gleisi Hoffmann ecoam em um período de acentuada tensão política entre o governo federal e o Congresso Nacional. A complexidade do cenário foi intensificada recentemente, após a rejeição da indicação de Jorge Messias para uma vaga no STF. A própria deputada sugeriu que o debate sobre o projeto da dosimetria não ocorre isoladamente, mas está inserido em um contexto mais amplo de articulação política dentro do Poder Legislativo, onde diferentes interesses e agendas se chocam.

Paralelamente a esses embates, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, tomou a decisão de fatiar a análise do veto presidencial ao projeto da dosimetria. Essa medida visa estrategicamente evitar que possíveis alterações na legislação sobre penas se estendam a outras tipificações criminais, buscando restringir quaisquer potenciais benefícios apenas a casos específicos relacionados aos atos de depredação que atingiram as sedes dos Três Poderes. A manobra sinaliza uma tentativa de controle sobre os efeitos da proposta, num esforço para mitigar impactos indesejados e manter o foco em crimes contra o Estado Democrático de Direito.

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