OPINIÃO PÚBLICA AGORA
Genial/Quaest: Apoio à prisão de Bolsonaro diminui no Brasil
Pesquisa divulgada neste domingo, 17 de maio de 2026, revela que 48% defendem a detenção do ex-presidente, enquanto 45% discordam. Houve também uma queda significativa no apoio entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta domingo, 17 de maio de 2026, revelou uma marcante mudança na percepção popular sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O levantamento, coletado entre 8 e 11 de maio de 2026, indica uma diminuição significativa no apoio à sua detenção, com 48% dos brasileiros defendendo a medida e 45% discordando. Essa alteração no sentimento nacional sublinha o dinamismo da opinião pública frente a questões de grande impacto político e judiciário, alimentando o debate sobre a avaliação coletiva de eventos recentes.
Os números da Genial/Quaest representam uma transformação em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2025. Naquela ocasião, 55% dos entrevistados afirmavam que Bolsonaro deveria estar preso, contra 40% que discordavam. A queda de 7 pontos percentuais na defesa da prisão demonstra uma reavaliação do cenário por parte da população, com impacto direto na forma como a sociedade enxerga a responsabilização de figuras públicas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro está preso desde agosto de 2025, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua prisão preventiva após o descumprimento de uma ordem judicial relacionada ao uso de redes sociais. Em novembro do mesmo ano, ele começou a cumprir pena de mais de 27 anos de prisão, imposta pelo STF por sua participação em uma trama golpista. Desde então, passou pelas carceragens da Superintendência da Polícia Federal em Brasília e da Papudinha, e atualmente cumpre prisão domiciliar devido a questões de saúde, um fator que humaniza sua condição perante a opinião pública.
A nova rodada do levantamento da Genial/Quaest também aponta uma redução no apoio à prisão do ex-presidente entre os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022. Entre os que declararam voto em Lula, o percentual de defensores da prisão caiu de 87% em dezembro de 2025 para 80% em maio de 2026. Já os que avaliam que Bolsonaro não deveria estar preso aumentaram de 10% para 13%, enquanto 7% não souberam ou não responderam, indicando uma nuance crescente mesmo entre bases opositoras.
Mesmo entre os próprios eleitores de Bolsonaro, houve uma diminuição na parcela dos que consideram que o ex-presidente deveria estar preso, caindo de 14% para 9%. Esses dados revelam uma polarização talvez menos acentuada do que se imaginava, ou um desgaste das narrativas anteriores, refletindo uma complexidade no julgamento público sobre a figura do ex-presidente e seus processos.
A pesquisa ainda evidencia um crescimento do número de entrevistados que avaliam que Bolsonaro não teve participação nos planos para impedir a posse de Lula em janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 41% afirmam que o ex-presidente não esteve envolvido na trama golpista — o maior índice já registrado pela pesquisa. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, esse percentual oscilava entre 34% e 36%.
Simultaneamente, o percentual dos que consideram que Bolsonaro participou da tentativa de golpe de Estado atingiu seu menor patamar desde dezembro de 2024, caindo para 45%. Em setembro de 2025, esse índice havia chegado a 54%. Essa mudança na percepção pública pode impactar a imagem política de Bolsonaro e as discussões futuras sobre os eventos de 2023, redefinindo o debate sobre a dignidade institucional e a segurança democrática.
O levantamento da Genial/Quaest foi realizado com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país, entre os dias 8 e 11 de maio de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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