JUSTIÇA REAVALIA
Fux reverte voto e pede absolvição de encanador do 8 de janeiro
Edinilson Felizardo da Silva havia sido condenado a 2 anos e 5 meses. Plenário virtual do STF ainda analisa o caso.
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), reavaliou sua própria posição e votou por absolver o encanador Edinilson Felizardo da Silva, condenado a dois anos e cinco meses de prisão por suposto envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira, 01/05/2026, no plenário virtual da Corte, e representa um reconhecimento de possível injustiça, oferecendo esperança de liberdade e reparação para o trabalhador.
Em seu voto, Fux destacou que, em julgamento anterior, havia acompanhado o relator, ministro Alexandre de Moraes, votando pela condenação do réu. No entanto, o ministro do STF salientou que, à época, votou sob o impacto da comoção nacional, reconhecendo que seu entendimento anterior estava equivocado.
“Esta é a coragem que hoje invoco, ao reconhecer que meu entendimento anterior, embora amparado pela lógica da urgência, incorreu em injustiças que o tempo e a consciência já não me permitem sustentar. Realinho-me, pois, não por fragilidade de propósito, mas por firmeza na defesa do Estado de Direito”, escreveu Fux, enfatizando a importância de retificar decisões para garantir a dignidade individual.
Com a mudança de postura, o ministro votou pela anulação do processo, alegando que o Supremo não detém o foro competente para julgar o caso. Subsidiariamente, ele defendeu a absolvição do encanador por falta de provas suficientes para a condenação. O julgamento ainda está em andamento no plenário virtual do STF, e, até o momento, o placar geral está em 6 a 1 pela rejeição dos embargos de declaração apresentados pela defesa.
Edinilson Felizardo da Silva foi detido em 9 de janeiro, enquanto estava acampado em frente ao QG do Exército, em Brasília. Ele foi sentenciado a cumprir pena em regime inicial semiaberto.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), em denúncia ao Supremo, havia afirmado que o encanador, natural de Uberlândia (MG), participou do movimento com o objetivo de tentar um golpe de Estado. A PGR alegou que Edinilson permaneceu acampado no local e aderiu ao grupo que clamava por intervenção militar, participando de manifestações com gritos, faixas e discursos.
Apesar de não ter se deslocado até a Praça dos Três Poderes, a PGR o denunciou pelos crimes de associação criminosa e incitação ao crime, que agora podem ter um desfecho diferente com a reavaliação de um dos ministros da mais alta Corte do país.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário