ELEIÇÕES 2026

FPA define estratégia e dialoga com direita para 2026

FPA define estratégia e dialoga com direita para 2026

Maior bancada do Congresso, a Frente Parlamentar da Agropecuária busca nomes alinhados, enquanto descarta Luiz Inácio Lula da Silva. Encontros após julho de 2026.

A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) decidiu promover encontros cruciais com os candidatos à Presidência da República alinhados à direita, visando as eleições de 2026. A estratégia, reiterada na semana passada pelo presidente da bancada, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR), busca apresentar a pauta do agronegócio e ouvir propostas para o setor. Os diálogos ocorrerão após a oficialização das candidaturas nas convenções partidárias, previstas para julho do próximo ano, e são vitais para a definição das políticas agrícolas do país, impactando diretamente milhões de brasileiros e a economia nacional.

Lupion, em entrevista à CNN Agro, confirmou que a FPA manterá sua tradição de dialogar com os presidenciáveis. "Não tem prazo [para fazer o convite], mas toda eleição a gente faz [rodadas de conversas]. Toda eleição a gente chama todos aqui, ouve todos. Vamos fazer do mesmo jeito. A gente tem uma pauta, e essa pauta tem que ser apresentada", enfatizou o presidente da bancada, destacando a relevância de um setor que alimenta o país e gera milhares de empregos.

O deputado do Republicanos-PR deixou claro que a aproximação será restrita a nomes da direita. Ele descartou, por exemplo, um convite ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve concorrer à reeleição em 2026. "Não vai ter convite. É a mesma coisa que convidar um dos nossos lá para a bancada dele [presidente Lula], não dá", explicou Lupion, marcando uma clara posição ideológica da Frente.

Entre os nomes já citados por Lupion que disputam o eleitorado do agro e já passaram pela FPA estão os governadores Ronaldo Caiado e Romeu Zema, além do senador Flávio Bolsonaro. Contudo, o presidente da bancada ressaltou que os apoios dentro da Frente não devem convergir para um único nome, variando conforme as realidades políticas estaduais. A FPA, com seus cerca de 343 parlamentares, é a maior do Congresso e é amplamente reconhecida como fundamental para as campanhas eleitorais.

Sobre o posicionamento institucional da FPA, Lupion reforçou a prática de aguardar o segundo turno para uma manifestação oficial. "A frente parlamentar agropecuária tem um histórico de ter posicionamento político. Não necessariamente no primeiro turno. Geralmente esse posicionamento vai no segundo turno, com o candidato de direita que sobrou", lembrou, citando o precedente das eleições de 2022. A expectativa para 2026 segue a mesma linha: "A maior parte da bancada vai estar com a direita", frisou.

Transição na presidência da FPA

A liderança da FPA também passará por uma transição em breve. Pedro Lupion, em seu quarto mandato como deputado, confirmou a intenção de disputar a reeleição à Câmara em 2026. Ele foi o primeiro presidente da bancada a ser reeleito, após uma alteração estatutária, mas descartou uma terceira gestão consecutiva.

A escolha do sucessor, adiantou Lupion, seguirá o padrão histórico da entidade: uma decisão por consenso, sem disputas abertas. Embora o deputado Zé Vitor (PL-MG), atual coordenador político na Câmara, seja um dos nomes cotados nos bastidores, Lupion evitou antecipar qualquer definição. "Quando chegarmos ao consenso, vamos fazer o nosso próximo presidente", concluiu o parlamentar.

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