JUSTIÇA CUMPRIDA
Foragido por mais de 40 anos, idoso condenado por matar goleiro em bar é preso em Natal
Homem de 79 anos, sentenciado por homicídio em 1984, foi capturado após décadas foragido. A vítima era goleiro do Riachuelo Atlético Clube.
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) cumpriu, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, um mandado de prisão definitiva contra um homem de 79 anos. Ele foi sentenciado por um homicídio com arma de fogo, ocorrido em Natal em 1984, e permaneceu foragido por mais de quatro décadas.
A captura, resultado de um trabalho de inteligência, ocorreu no bairro Guarapes, zona Oeste da capital potiguar. A investigação permitiu localizar o condenado, que buscou refúgio em diversos estados após o crime.
Segundo a Polícia Civil, após a prisão, o homem foi levado à delegacia para os trâmites legais e encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça. O homicídio aconteceu no bairro de Lagoa Seca. Na época, o acusado, com 38 anos, discutiu com a vítima em um bar da região.
A vítima era goleiro do Riachuelo Atlético Clube. Após o desentendimento, o condenado deixou o local, buscou uma arma de fogo em sua residência e retornou para efetuar diversos disparos contra o atleta. Ele fugiu antes da chegada das autoridades e iniciou um longo período como foragido.
Investigações apontam que, logo após o crime, o homem buscou refúgio na casa de familiares em Pernambuco. Posteriormente, morou no Distrito Federal e no estado da Bahia. Anos depois, ele retornou ao Rio Grande do Norte, onde se manteve sem ser localizado até o avanço recente das diligências policiais.
O trabalho investigativo, que contou com levantamentos das equipes da PCRN, confirmou a localização do condenado em Natal. O cumprimento do mandado de prisão definitiva encerra um caso judicial com mais de 40 anos de espera por uma resposta para o assassinato que chocou o cenário esportivo local e a sociedade potiguar.
Este desfecho reafirma o compromisso da Polícia Civil com a busca por justiça, independentemente do tempo transcorrido, honrando a dignidade da vítima e da sociedade, que aguardava a responsabilização do autor.
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