ALERTA ECONÔMICO
Focus do Banco Central prevê Selic mais alta e inflação em 2026
Expectativas do mercado financeiro, reveladas pelo Boletim Focus, indicam juros de 13,25% e IPCA de 4,92% para 2026, sinal de crédito caro e menor poder de compra.
Analistas do mercado financeiro, refletindo as tendências do Boletim Focus do Banco Central do Brasil, elevaram a expectativa para a taxa Selic em 2026 para 13,25% e a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 4,92% no mesmo período, marcando a décima alta consecutiva do indicador inflacionário. A decisão de revisão, divulgada nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, sinaliza a percepção de um cenário persistente de inflação e juros altos, que pode significar crédito mais caro e menor poder de compra para as famílias, impactando diretamente o custo de vida e o planejamento financeiro de milhões de brasileiros.
Essa elevação da taxa básica de juros, que passou de 13% para 13,25% para 2026, reforça a percepção de que o processo de queda dos juros poderá ser mais lento do que o desejado, diante da persistência inflacionária. Para o cidadão comum e para as empresas, isso se traduz em maior dificuldade para acessar crédito, seja para um financiamento imobiliário, um empréstimo pessoal ou para investir em negócios, freando o consumo e o crescimento.
A projeção para o IPCA, o termômetro oficial da inflação no país, subiu de 4,91% para 4,92% para o mesmo período, consolidando um ciclo de dez aumentos seguidos. Esse movimento de alta nas estimativas indica uma preocupação crescente do mercado com o controle da inflação nos próximos anos, um fator que corrói o salário das famílias e dificulta a manutenção do poder de compra, especialmente para os mais vulneráveis.
Inflação segue acima da meta nas projeções
Para 2027, a expectativa de inflação se manteve em 4%. Já em 2028, a projeção avançou ligeiramente de 3,64% para 3,65%, enquanto a estimativa para 2029 permaneceu em 3,50%. É crucial notar que todos esses patamares permanecem acima do centro da meta de inflação perseguida pelo Banco Central, o que justifica a manutenção de expectativas elevadas para a Selic e, consequentemente, para o custo do dinheiro na economia.
Mercado mantém projeção moderada para o PIB
Enquanto os juros e a inflação preocupam, as expectativas para o crescimento da economia brasileira mostraram poucas mudanças no levantamento desta semana. A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 continuou em 1,85%. Para 2027, houve um pequeno ajuste de 1,76% para 1,77%. As previsões para 2028 e 2029 se mantiveram estáveis em 2%, indicando um crescimento moderado para os próximos anos.
Expectativa para o dólar fica estável em 2026
No mercado de câmbio, os analistas mantiveram a previsão para a cotação do dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Para os anos subsequentes, as projeções registraram uma leve redução: a expectativa para 2027 caiu de R$ 5,30 para R$ 5,27, e em 2028, a estimativa passou de R$ 5,35 para R$ 5,34. A projeção para 2029 permaneceu em R$ 5,40. A estabilidade do dólar em 2026, embora com pequenas variações futuras, contribui para um cenário de maior previsibilidade para importadores e exportadores.
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