ESTRATÉGIA ELEITORAL
Foco do bolsonarismo, pauta anti-STF é evitada por André e Derrite
Candidatos ao Senado em São Paulo evitam o confronto direto com o Supremo para preservar uma futura governabilidade, apesar das orientações de Flávio Bolsonaro.
Os candidatos ao Senado apoiados por Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo, André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), têm mantido distância de uma das principais bandeiras do bolsonarismo: a pauta anti-STF. A decisão estratégica de reduzir a hostilidade pública contra o Supremo, consolidada internamente pelas campanhas, visa evitar que eventuais mandatos comecem sob tensão direta com os ministros da Corte.
O movimento ocorre em um cenário onde o Senado se tornou o foco central da direita brasileira. O objetivo é conquistar a maioria na Casa para exercer prerrogativas constitucionais, como a análise de pedidos de impeachment contra magistrados, especialmente após a condenação de Jair Bolsonaro a 32 anos de prisão por tentativa de Golpe de Estado.
Embora Flávio tenha reforçado, em reunião com cerca de 50 candidatos em Brasília no dia 11, que a crítica ao STF deveria ser amplificada, a postura de André do Prado e Guilherme Derrite tem sido cautelosa. Uma análise das redes sociais da dupla neste mês revela uma escassa menção ao tema.
Em um evento em Itapetininga, no dia 8 de agosto, Guilherme Derrite fez uma referência indireta ao afirmar, durante discurso ao lado de Flávio, que o Senado deve exercer seu papel contra "abusos do Poder Judiciário". No entanto, o foco de sua campanha permanece concentrado na segurança pública e no combate ao PT.
Por sua vez, André do Prado prioriza a imagem de gestor e sua proximidade com Tarcísio de Freitas. O presidente da Alesp, que assumiu a vaga ao Senado após o impedimento de Eduardo Bolsonaro, aposta na articulação política e no apoio do governador paulista para consolidar sua candidatura.
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