ALVO STF

Flávio Bolsonaro mira STF com nomes técnicos após rejeição

Flávio Bolsonaro falando sobre indicações ao STF
Senador Flávio Bolsonaro (PL) em sessão no Congresso Nacional (Foto: Reprodução/Poder360)

Senador pré-candidato à Presidência revela critérios e considera Rodrigo Pacheco, nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026.

O senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que, caso seja eleito, já possui 'vários nomes' para indicar ao Supremo Tribunal Federal (STF), todos pautados pela qualificação técnica. A declaração, feita nesta quinta-feira, 30 de abril de 2026, ocorre um dia após o Senado Federal rejeitar a indicação de Jorge Messias, evidenciando um cenário de maior rigor e sensibilidade política para futuras escolhas à mais alta corte do país. Esta sinalização de Bolsonaro busca oferecer um caminho diferente para as nomeações, prometendo evitar impasses e garantir a integridade da composição do STF.

Em entrevista à CNN Brasil, Flávio Bolsonaro detalhou que o processo de seleção será guiado pela competência e pelo histórico profissional dos candidatos. “Escolheremos pessoas técnicas; o critério fundamental não será a amizade. As indicações anteriores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para Cristiano Zanin e Flávio Dino, segundo Flávio Bolsonaro, teriam influenciado o desfecho negativo para Messias. De nossa parte, contamos com indivíduos altamente qualificados, independentemente de gênero. O essencial é a competência aliada à viabilidade de aprovação pelo Senado Federal”, declarou o senador.

Sobre o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), o senador Bolsonaro considerou-o um “bom nome”, mas ressaltou que não anteciparia uma possível indicação, visto que a decisão caberia apenas a um futuro presidente. Pacheco já havia sido cogitado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e era o nome preferido do então presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Rejeição Histórica no Senado

As manifestações de Flávio Bolsonaro sucedem a uma rara e significativa votação no Senado. Em 29 de abril de 2026, a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma cadeira no STF foi rejeitada por 42 votos contrários e 34 favoráveis, com uma abstenção. Para a aprovação, seriam necessários no mínimo 41 votos a favor, e a sessão contou com a presença de 79 dos 81 senadores.

Este foi um marco histórico: há 132 anos, desde 1894, no governo de Floriano Peixoto, durante os primeiros anos da República, o Senado não rejeitava um nome presidencial para o Supremo. Messias havia sido escolhido para ocupar a vaga decorrente da aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a indicação de Messias em 20 de novembro do ano anterior, mas a mensagem oficial só chegou ao Senado em 1º de abril de 2026. A sabatina do indicado ocorreu 160 dias após o anúncio e 28 dias depois da formalização do envio do nome à Casa Legislativa.

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