BASTIDORES DA POLÍTICA

Flávio Bolsonaro e Michelle selam trégua após impasse no PL

Foto composta de Flávio Bolsonaro e Michelle Bolsonaro.
O senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro buscam pacificação após crise no PL.

Senador e ex-primeira-dama encerram desentendimento público que marcou o último mês com pedido de desculpas e renovação de compromisso partidário.

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciaram nesta quinta-feira (23), por meio de suas redes sociais, uma "trégua" no desentendimento público que protagonizaram no último mês. O movimento marca uma tentativa de pacificação interna após semanas de tensão que expuseram divergências estratégicas e pessoais dentro da família e do Partido Liberal. O atrito teve início em 24 de junho, quando Michelle publicou vídeos, com duração total de 26 minutos, criticando o apoio de Flávio, junto ao deputado André Fernandes (PL-CE), a uma aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará, em detrimento da candidatura de Eduardo Girão (Novo). A repercussão da crise gerou uma queda de braços nos bastidores, que culminou no vídeo publicado por Flávio nesta quinta-feira (23), no qual o pré-candidato renova o pedido de desculpas e convida a ex-primeira-dama a caminhar "juntos na missão de defender o Brasil". Desde o início do embate, a crise atravessou diferentes fases, incluindo troca de indiretas bíblicas entre Michelle e Fernanda Bolsonaro, esposa de Flávio, além de críticas de figuras como o jornalista Paulo Figueiredo e a posterior saída de Michelle da presidência do PL Mulher, em 30 de junho. A situação atingiu contornos complexos após a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), em 14 de julho, que impediu visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro, tornando Michelle a principal interlocutora do ex-presidente. Dados da pesquisa Atlas/Intel, divulgados em 2 de julho, indicaram que 64,1% dos eleitores acreditavam no enfraquecimento da campanha de Flávio após o episódio. A busca por uma pacificação visa conter o desgaste junto ao eleitorado evangélico e feminino, bases fundamentais para a direita, especialmente após o impacto negativo gerado por trocas de farpas em plataformas como o WhatsApp.

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