SAÚDE E CUSTÓDIA

Jair Bolsonaro apresenta melhora clínica após crise de soluços

Jair Bolsonaro em ambiente doméstico após decisão judicial.
O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência em Brasília.

Boletim médico aponta estabilidade na recuperação do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar sob restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta quadro de melhora clínica e não registrou novos episódios de soluços, conforme boletim médico divulgado nesta sexta-feira (24/7). A estabilidade ocorre após um período de crise persistente que durou 36 horas na semana anterior, levando a equipe de saúde a realizar ajustes na medicação.

Além da remissão dos soluços, o quadro de saúde evolui com recuperação progressiva dos movimentos no ombro direito, sem relatos de dor. Contudo, a equipe médica ressalta que o paciente ainda enfrenta instabilidade no equilíbrio, um efeito colateral decorrente da farmacologia aplicada. O tratamento segue com dieta restrita, hipossódica e de baixo teor de acidez, acompanhada de rotina para prevenção de quedas.

A condição de Jair Bolsonaro é monitorada enquanto ele cumpre prisão domiciliar, medida vigente desde março. Em decisão proferida em 17 de julho, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, prorrogou a medida restritiva. A decisão foi tomada após a constatação de que o ex-presidente violou as regras da execução penal ao divulgar uma carta com teor político por intermédio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Embora a Procuradoria-Geral da República (PGR) tenha confirmado a infração, o entendimento de Alexandre de Moraes foi de que o fato não justificava a imediata regressão ao regime fechado. Como medida punitiva, o magistrado impôs restrições severas: suspensão de visitas por 30 dias — exceto para equipe médica, fisioterapeutas e advogados — e a proibição de que Flávio Bolsonaro visite o pai pelos próximos 90 dias, o que inviabiliza o encontro antes do primeiro turno das eleições de outubro.

As determinações do relator incluem, ainda, o veto total a visitas de caráter político-eleitoral e a proibição da divulgação de manifestos políticos, por qualquer meio ou interposta pessoa, até o encerramento do pleito de 2026.

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