REFORMA TRABALHISTA

Fim da escala 6x1: Comissão aprova jornada de trabalho menor e transição gradual

Sede do Congresso Nacional em Brasília.
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 tramita no Congresso Nacional.

Relatório prevê redução da jornada de trabalho semanal para 40 horas, com implementação em até 14 meses após aprovação. Salários não serão afetados e direitos como FGTS e férias são mantidos.

Em uma decisão com potencial de impactar milhões de trabalhadores, o Congresso Nacional avançou na discussão sobre o fim da escala 6x1, propondo uma redução na jornada de trabalho semanal. A medida, que visa priorizar a dignidade e o bem-estar dos empregados, estabelece um período de transição gradual para que empresas e trabalhadores se adaptem às novas regras. A proposta, que tramita como Proposta de Emenda à Constituição (PEC), já conta com um parecer favorável do relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

O relatório do deputado Leo Prates prevê que a redução da jornada de trabalho comece a valer 60 dias após a promulgação da nova emenda constitucional. Para que isso se concretize, a PEC precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, e posteriormente sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A primeira etapa da transição definirá o limite da jornada semanal em 42 horas, acompanhada pela obrigatoriedade de dois dias de descanso remunerado por semana, com um deles preferencialmente aos domingos. Doze meses após essa primeira redução, o limite será fixado definitivamente em 40 horas semanais, garantindo mais tempo de descanso e lazer aos trabalhadores.

Pontos Essenciais da Proposta para o Fim da Escala 6x1:

  • Jornada de trabalho: Limitada a oito horas diárias e 40 horas semanais, com dois descansos semanais remunerados, um deles preferencialmente aos domingos.
  • Implementação gradual: A transição total ocorre em 14 meses. Após a promulgação da PEC, as empresas terão 60 dias para reduzir a jornada de 44 para 42 horas semanais e implementar a escala 5x2 (cinco dias de trabalho e dois de descanso).
  • Transição completa: Após a redução para 42 horas, as empresas terão mais 12 meses para ajustar a carga horária para o limite de 40 horas semanais.
  • Salários: Não haverá redução salarial, garantindo que o poder de compra dos trabalhadores seja mantido.
  • Ajustes via negociação: Convenções e acordos coletivos poderão ser utilizados para ajustar escalas e regimes compensatórios, desde que respeitados os limites de jornada e o direito ao descanso.
  • Flexibilidade na concessão de folgas: A proposta não exige que os dois dias de descanso sejam consecutivos, permitindo flexibilidade na sua concessão.
  • Organização setorial: Permite a organização flexível da jornada por setores específicos, com regras para compensação de horas e jornadas especiais como a 12x36.
  • Período de transição para jornadas extensas: Convenções coletivas poderão permitir jornadas superiores a 8 horas diárias por até 12 meses, respeitando o teto de 42 horas semanais durante esta fase.
  • Trabalhadores de alta remuneração: Profissionais com salários acima de R$ 21,1 mil, com formação superior, não terão limite de jornada de trabalho nem controle de ponto, buscando maior liberdade para este grupo.

Os direitos trabalhistas fundamentais, como o 13º salário, férias com adicional de um terço, FGTS, salário mínimo, licenças maternidade e paternidade, aviso prévio, adicional de horas extras, repouso semanal remunerado, adicionais por insalubridade e periculosidade, e seguro para acidentes de trabalho, permanecem inalterados pela proposta, assegurando a proteção social aos trabalhadores.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário