LEGISLAÇÃO DE SEGURANÇA

Presidente de Portugal promulga lei que proíbe ocultação do rosto

António José Seguro em sessão na Assembleia da República.
António José Seguro, presidente de Portugal, promulga nova lei sobre o uso de trajes que ocultam o rosto.

Norma veda uso de trajes que impeçam a identificação em espaços públicos, exceto por motivos de saúde ou profissionais; sanções podem chegar a 3.000 euros.

O presidente de Portugal, António José Seguro, sancionou uma nova legislação que veda a ocultação do rosto em espaços públicos. A decisão foi formalizada na 3ª feira (18.ago.2026), após o projeto ser aprovado pela Assembleia da República em 17 de julho, visando garantir a transparência na comunicação social e a paridade de gênero.

A promulgação do texto, de autoria do partido Chega, fundamenta-se em princípios de identidade e coesão social. Segundo nota oficial, o presidente António José Seguro considera o rosto um elemento central para o reconhecimento mútuo entre os cidadãos, argumentando que a imposição de ocultar a face, especialmente quando dirigida exclusivamente a mulheres, fere valores de dignidade igualitária.

Para fundamentar o aval, o Executivo recorreu a jurisprudência do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. A premissa central é de que a identidade visual é uma dimensão estruturante da confiança na sociedade portuguesa, devendo prevalecer sobre práticas que obstaculizem a interação pública.

A norma abrange vias públicas, serviços, eventos e práticas desportivas. O descumprimento da medida sujeita o infrator a sanções administrativas com multas entre 150 e 750 euros, podendo atingir 3.000 euros em situações de dolo. Casos de ocultação forçada por razões de sexo foram criminalizados, prevendo pena de prisão de até 2 anos.

A lei prevê exceções explícitas, como motivos de saúde, questões profissionais, artísticas ou de entretenimento. Também ficam resguardados locais de culto, instalações diplomáticas e interiores de aeronaves. A medida recebeu apoio do PSD, Iniciativa Liberal e CDS-PP, enquanto PS, Livre, PCP, Bloco de Esquerda e JPP posicionaram-se de forma contrária ao projeto proposto por André Ventura.

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