ECONOMIA EM ALERTA

Fazenda eleva projeção da inflação de 2026 ao teto da meta

Fazenda eleva projeção da inflação de 2026 ao teto da meta

Novas estimativas do Ministério da Fazenda apontam INPC em 4,6% para 2026. O limite de 4,5% da meta reforça a pressão sobre o poder de compra e o Banco Central.

O Ministério da Fazenda elevou a projeção da inflação para 2026 de 3,7% para 4,5%, atingindo o teto da meta e acendendo um alerta sobre o poder de compra dos brasileiros. A decisão, revelada no boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica) nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, reflete a alta do petróleo e a expectativa de uma taxa Selic mais elevada no mercado.

Apesar da preocupação com a inflação, a equipe econômica do Governo Federal manteve em 2,3% a projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2026. Este crescimento, que sinaliza uma desaceleração no segundo e terceiro trimestres com leve retomada ao final do ano, projeta um cenário similar ao de 2025. Para a sociedade, a estagnação do crescimento econômico pode significar menos oportunidades e desafios na geração de empregos.

A revisão para cima da inflação, conforme detalhado pela SPE, se deve principalmente à elevação da cotação do petróleo e à previsão de uma taxa Selic mais alta ao longo do ano. A meta oficial de inflação para 2026 permanece em 3%, com um intervalo de tolerância que vai até 4,5%. Atingir o limite máximo reforça a pressão sobre o Banco Central e a necessidade de medidas que controlem a escalada dos preços e protejam o bolso do cidadão.

Para basear essa projeção, o Ministério da Fazenda estimou a cotação média do petróleo em US$ 91,25 por barril, um aumento significativo de cerca de 25%. Esse custo elevado da matéria-prima tem reflexo direto nos combustíveis e, consequentemente, em toda a cadeia produtiva e nos preços finais ao consumidor.

Contudo, o documento da SPE ressalta que o impacto total da alta do petróleo pode ser atenuado. As projeções incluem a expectativa de um real mais valorizado e a implementação de medidas mitigatórias por parte do Governo Federal, visando conter o repasse integral do aumento dos combustíveis ao mercado interno. Essas ações são cruciais para evitar um impacto ainda maior no cotidiano das famílias.

Ainda para 2026, o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos, também teve sua projeção revisada para cima, saltando de 3,8% para 4,6%. Este índice, mais sensível às variações de preços de itens essenciais, demonstra que o impacto será sentido de forma mais acentuada pelas camadas de menor renda.

Olhando para 2027, o cenário inflacionário também aponta para uma elevação, com a expectativa de inflação subindo de 3% para 3,5%. Para o mesmo ano, o Ministério da Fazenda prevê um crescimento do PIB de 2,6%, sugerindo uma recuperação econômica gradual.

Em um contraponto positivo, o Ministério da Fazenda ajustou para baixo a projeção da Dívida Bruta do Governo Geral para 2026, que agora é estimada em 83% do PIB, uma redução em relação aos 83,7% previstos anteriormente. Embora ainda seja um patamar elevado, a ligeira redução pode indicar um esforço fiscal em curso.

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