DECISÃO CRUCIAL NO STF
Fachin solicita análise técnica para definir relator do caso 'Dark Horse'
Presidente da Suprema Corte, Edson Fachin, busca critérios técnicos antes de designar relator para investigação sobre recursos destinados a filme ligado a Flávio Bolsonaro.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ministro Edson Fachin, solicitou nesta quarta-feira, 24/06/2026, uma análise técnica detalhada para definir qual ministro será o relator da investigação sobre o destino de recursos financeiros supostamente enviados pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a produção do filme 'Dark Horse'. A decisão de Fachin visa garantir a correta distribuição de competências e a transparência no processo.
A Coordenadoria de Processamento Inicial da Secretaria Judiciária foi instruída a prestar esclarecimentos sobre os critérios que norteiam a distribuição de casos no STF. Essa medida ocorre após o caso chegar à relatoria do Ministro Alexandre de Moraes, a partir de uma notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). O deputado solicitou a inclusão da conduta de Flávio Bolsonaro em um inquérito já existente, que tem como relator o Ministro Moraes e investiga o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), condenado recentemente por suposta coação e obstrução da Justiça.
A controvérsia sobre a relatoria foi suscitada após um pedido do próprio Ministro Alexandre de Moraes. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se na última segunda-feira, 22/06/2026, ao Supremo, argumentando que a investigação deveria ser redistribuída ao Ministro André Mendonça, que já é o relator de um caso correlato envolvendo o Banco Master e Daniel Vorcaro.
O pedido de Lindbergh Farias foi motivado por uma reportagem do site The Intercept Brasil, que revelou um suposto pedido de R$ 134 milhões feito por Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro para custear o filme. Segundo a matéria, R$ 61 milhões teriam sido repassados a um fundo sediado nos EUA, levantando suspeitas sobre o uso dos fundos para financiar ações contra autoridades brasileiras. Após receber a notícia-crime, o Ministro Moraes encaminhou a petição à PGR para análise.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, em sua manifestação, considerou que os fatos narrados já são objeto de um procedimento próprio na Suprema Corte, sob a supervisão do Ministro André Mendonça, o que reforça a tese da redistribuição.
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