VIOLÊNCIA IMPLACÁVEL

Ex-marido ataca com fogo mulher e mãe em Teresina; vítimas estão em estado grave no HUT

Homem arromba portão com carro, invade casa e ateia fogo em ex‑esposa e mãe em Teresina
Homem arromba portão com carro, invade casa e ateia fogo em ex‑esposa e mãe em Teresina

Mulher de 39 e sua mãe de 56 anos sofrem queimaduras graves em Planalto Uruguai. Agressor, já preso e solto antes, não aceitava o fim do relacionamento.

Uma mulher de 39 anos e sua mãe, de 56, lutam pela vida no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) após um ataque brutal com fogo, cometido na tarde de sexta-feira, 08 de maio de 2026, pelo ex-companheiro de uma delas. O agressor, José Antônio Santos Filho, foi preso logo após a violência que chocou o bairro Planalto Uruguai, na Zona Leste da capital. O crime, motivado pela não aceitação do fim do relacionamento e por um histórico de agressões, expõe a gravidade da violência doméstica e a falha de medidas protetivas, gerando indignação e um clamor por justiça.

Na tarde de sexta-feira, 08 de maio de 2026, o suspeito, identificado pela Polícia Militar (29º BPM) como José Antônio Santos Filho, usou um carro para arrombar o portão da residência das vítimas no bairro Planalto Uruguai. Em um ato de extrema violência, ele jogou líquido inflamável sobre a mulher e sua mãe, de 56 anos, antes de atear fogo. Um familiar, que preferiu não se identificar, relatou ao g1 que a intenção do agressor era incinerar toda a casa, mas as mulheres tentaram impedi-lo.

No momento do ataque, outra irmã da vítima e duas crianças também estavam na casa. Felizmente, elas conseguiram se esconder em um quarto e escapar ilesas da fúria do agressor, que foi contido e preso logo em seguida.

Ambas as mulheres foram socorridas e internadas em estado grave e entubadas na ala de queimados do Hospital de Urgência de Teresina (HUT). Familiares aguardam ansiosamente por atualizações sobre o estado de saúde delas, enquanto lidam com o choque e a dor de verem seus entes queridos lutando pela vida devido à barbárie.

Este não foi o primeiro ato de violência de José Antônio. Segundo relatos de parentes, em fevereiro, apenas três meses antes, ele já havia invadido a mesma casa com o carro e atacado a ex-companheira. Naquela ocasião, foi preso, mas liberado posteriormente, e mesmo com uma medida protetiva concedida à vítima, a tornozeleira eletrônica que deveria garantir a segurança da mulher foi retirada. “Ele invadiu a casa da nossa família com o carro do mesmo jeito, quebrou o portão e rachou o muro todinho. Foi atrás dela do mesmo jeito. Ele foi preso e solto depois, colocou a tornozeleira mas tiraram também. Uma hora ele vai conseguir matar ela se nada for feito”, lamentou o familiar, que já temia o desfecho trágico.

O relacionamento entre a mulher de 39 anos e José Antônio, que terminou há cerca de cinco meses, era marcado por agressões constantes e ameaças. A vítima buscou refúgio na casa dos pais para tentar se livrar do ciclo de violência, mas nem mesmo essa tentativa de proteção foi suficiente para evitar a tragédia. “Ela foi morar com os meus pais para tentar se livrar dele e aconteceu isso com ela e com a minha mãe, que não tem nada com a história. Nós só queremos Justiça porquê é a segunda vez que ele faz isso. É um monstro”, completou o irmão, expressando o clamor da família por uma resposta efetiva das autoridades.

Os familiares das vítimas buscaram apoio na Casa da Mulher Brasileira, enquanto o caso, que gera comoção e levanta debates urgentes sobre a segurança de mulheres em situação de violência, segue sob investigação. A comunidade e a família esperam que este crime hediondo não se torne mais um número na triste estatística da violência de gênero, e que a justiça seja feita de forma exemplar.

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