ACORDO COMERCIAL EXTERNO
EUA isentam produtos do Agro brasileiro de tarifa adicional de 12,5%
Decisão do USTR preserva itens como café, carne e frutas de sobretaxa americana. Medida reflete ajuste após investigação sobre práticas comerciais.
O governo dos Estados Unidos decidiu excluir diversos setores do agronegócio brasileiro da nova tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados. A medida foi comunicada nesta quinta-feira (23) pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos), após a conclusão de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio, iniciada em julho de 2025.
A decisão impacta diretamente a competitividade de produtores nacionais no mercado externo. Ao manter itens essenciais como café, carne bovina e diversas frutas fora da alíquota extra, o governo americano reconhece a relevância estratégica desses insumos para o abastecimento interno, especialmente diante da escassez de oferta de carne verificada atualmente no país.
A investigação do USTR apontou supostas práticas desarrazoadas no comércio bilateral, abrangendo desde o combate ao trabalho forçado e desmatamento até o funcionamento do sistema Pix. Embora a lista de exceções ofereça um alívio imediato, a aplicação prática depende da classificação detalhada na Tabela HTSUS (Tarifária Harmonizada dos Estados Unidos). Especialistas alertam que o documento, com mais de 400 páginas, exige uma análise criteriosa por parte dos exportadores, pois a isenção está vinculada a códigos tarifários específicos.
Para o setor cafeeiro, a notícia foi recebida com otimismo. A Abics (Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel) destacou que a medida oferece o fôlego necessário para que as exportações brasileiras sigam competitivas. A lista final inclui produtos que vão de carnes bovinas e miúdos a frutas como abacate, açaí, mangas e coco, além de insumos agrícolas cruciais como batata-semente e fertilizantes.
A decisão do USTR é considerada definitiva no âmbito administrativo da investigação atual, embora a dinâmica das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos permaneça sob monitoramento constante das autoridades de ambos os países.
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