ESCALADA NO CONFLITO
EUA atacam usina nuclear do Irã e Teerã exige condenação da AIEA
Ação militar contra o Irã visa restringir a capacidade de ataque em Ormuz; governo iraniano aciona organismos internacionais após danos a instalações estratégicas.
O Governo dos EUA realizou uma operação militar contra uma usina nuclear em construção no Irã, motivada pela estratégia de neutralizar sistemas de defesa e centros de controle que ameaçam a navegação comercial no Estreito de Ormuz. A decisão, que marca o nono dia consecutivo de ofensivas na região, foi confirmada em 20/07/2026 e impacta diretamente a estabilidade geopolítica do Oriente Médio, elevando o risco de um conflito em larga escala.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, formalizou nesta segunda-feira, 20/07/2026, um pedido para que o Conselho de Governadores da AIEA e o Diretor-Geral da AIEA se posicionem oficialmente sobre o que classificou como um crime contra a soberania iraniana. A preocupação de Teerã estende-se a outros pontos críticos atingidos em Bushehr, onde opera a única usina nuclear civil do país.
Em comunicado, o Comando Central dos EUA (Centcom) detalhou que os alvos incluíram redes de comunicação e sistemas de defesa aérea. A ofensiva militar, que ainda não possui um desfecho diplomático definitivo, foi desencadeada após a confirmação da morte de três militares dos EUA, ocorrida em bases na Jordânia e no norte do Iraque.
A escalada coloca em xeque a segurança de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Esmaeil Baghaei reiterou, em Teerã, que o Estado não tolerará o uso do Estreito de Ormuz como vetor de ameaça aos seus interesses nacionais, sinalizando a prontidão para tomar medidas de salvaguarda de sua integridade territorial.
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