TENSÃO NO GOLFO

EUA abatem drones iranianos no Estreito de Ormuz em meio a negociações de paz

Imagem de um navio navegando próximo ao Estreito de Ormuz.
Navio no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo.

A ação militar ocorre enquanto o Irã e os Estados Unidos avançam em negociações para um acordo, que incluiria reabertura do Estreito de Ormuz e cessar-fogo.

O Exército dos Estados Unidos informou, na madrugada deste sábado (13/06/2026), ter abatido diversos drones iranianos que tinham como alvo navios comerciais no Estreito de Ormuz. A ação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (Centcom), visa garantir a segurança da navegação em uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

"O fluxo de tráfego pelo estreito continua sem impedimentos. O corredor de comércio internacional permanece aberto para trânsito", afirmou o Centcom, minimizando o impacto imediato da ação sobre o comércio. A declaração, divulgada em redes sociais, busca tranquilizar o mercado global e afirmar a capacidade de resposta americana.

A operação militar ocorre em um momento delicado das negociações entre Washington e Teerã. Mais cedo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, anunciou que um "entendimento foi alcançado sobre a maioria das questões" entre os dois países. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reforçou a proximidade do acordo, descrevendo um memorando de entendimento como "nunca esteve tão próximo".

Segundo Araghchi, o possível acordo prevê um novo cessar-fogo, o fim da guerra no Líbano, a retirada de tropas de Israel e o desbloqueio de ativos iranianos. O Irã também propõe a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, com a implementação de um sistema de taxa de serviço.

Uma autoridade do governo dos Estados Unidos, falando sob condição de anonimato na sexta-feira (12/06/2026), detalhou a perspectiva americana. A proposta envolve o fim do bloqueio norte-americano aos portos iranianos e o desmantelamento do programa nuclear do Irã, além da reabertura do Estreito de Ormuz. A expectativa é que o acordo inicial ofereça aos EUA 60 dias para cumprir suas obrigações, com a possibilidade de renovação do cessar-fogo.

A escalada de tensões, mesmo em meio a negociações, destaca a complexidade da relação entre os EUA e o Irã e o impacto direto das decisões militares e diplomáticas na estabilidade regional e no fluxo do comércio internacional.

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