GOVERNO BATE PÉ
Erika Hilton rejeita negociações sobre compensações na PEC da 6x1 e defende benefícios aos trabalhadores
Deputada Erika Hilton afirma que não haverá negociação para desoneração da folha ou aumento de jornada. Foco é no descanso e criação de empregos.
Nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, a deputada federal Erika Hilton (PSol-SP) comunicou firmemente que o governo não aceitará negociações sobre emendas que visem alterar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6x1, especialmente aquelas que resultem em aumento da jornada de trabalho. A decisão reforça o compromisso em garantir mais dias de descanso aos trabalhadores brasileiros.
Durante sua participação no programa Alô Alô Brasil, com José Luiz Datena na Rádio Nacional, a parlamentar declarou: “O governo vai dar aquilo que cabe para ser dado. Esse tipo de compensação, desoneração da folha, não há espaço para este tipo de negociação. Não haverá nenhuma entrega a mais além da necessária que é dar ao trabalhador brasileiro um dia a mais de descanso.”

Erika Hilton também criticou a tentativa de alguns setores de prolongar a jornada, afirmando que o movimento não representa os pequenos empreendedores. “O pequeno empreendedor, o pequeno empresário, não é aquele que está fazendo todo esse espetáculo [da alteração da PEC], não é ele que está ligado a esses deputados que querem apresentar transição em dez anos, que querem aumentar a carga trabalhista para 52 horas,” pontuou.
A deputada sinalizou que questões pontuais podem ser discutidas para assegurar uma transição suave. "É possível trabalhar algum tipo de isenção tributária, defender e fortalecer as convenções coletivas. O Projeto de Lei virá para dar uma regulamentada e entender as particularidades dos setores e garantir que a transição da jornada não traga nenhum tipo de prejuízo”.
Ao abordar o impacto econômico da mudança, Erika Hilton citou dados do Dieese, que estima a criação de mais de 3 milhões de empregos imediatos com a redução da jornada. "Mostra, inclusive, benefícios para as empresas, pois quando elas têm menos trabalhadores doentes, menos trabalhadores errando por causa da jornada exaustiva isso significa, no fim do dia, lucratividade", ressaltou.
Emendas sob análise
As declarações da deputada ocorrem em meio à apresentação de emendas à PEC da escala 6x1, que buscam flexibilizar a redução da jornada. Uma emenda apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS) já conta com 176 assinaturas e propõe que o fim da escala 6x1 seja implementado dez anos após a promulgação da emenda constitucional.
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