MUDANÇA DE POSTURA

Caiado declara apoio ao fim da escala 6x1 após classificar PEC como eleitoreira

Ronaldo Caiado discursa em entrevista coletiva em Campinas (SP).
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência pelo PSD, durante agenda em Campinas (SP).

Candidato à Presidência pelo PSD mudou o tom sobre a proposta de redução da jornada de trabalho durante agenda de campanha em Campinas (SP).

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) manifestou apoio ao fim da escala 6x1, em uma mudança de postura sobre o tema. O posicionamento foi revelado neste sábado (22/08/2026), em Campinas (SP), durante entrevista coletiva que marcou um novo capítulo na discussão sobre a jornada de trabalho no país.

A declaração ganha relevância ao contrastar com a postura adotada por ele na quarta-feira (19/08/2026). Durante o 11º Fórum CNT de Debates, o candidato havia evitado manifestar respaldo à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, classificando o texto na ocasião como "populista" e "eleitoreira". Ao ser questionado diretamente sobre o apoio à medida neste sábado, o postulante respondeu de forma breve: "Sim, sou a favor".

A discussão em torno da escala 6x1 ganhou fôlego após o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciar a liberação da tramitação da PEC para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida é fruto de articulações recentes com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), embora a expectativa parlamentar seja de que os debates mais profundos ocorram apenas no período pós-eleitoral.

Propostas e críticas

Além do debate trabalhista, o candidato aproveitou a agenda para criticar adversários que não comparecem aos debates eleitorais, rotulando-os como "fujões". Ronaldo Caiado reafirmou a expectativa para o confronto de ideias na TV Band, agendado para domingo (23/08/2026).

Na área da segurança pública, o candidato defendeu a criação de uma tipificação para "terrorismo domiciliar" e a construção de 40 presídios de segurança máxima. Para o setor de saúde, destacou a importância de o Brasil buscar autossuficiência na produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), reforçando sua trajetória médica como base para a defesa da ciência e da vacinação.

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