MUDANÇA NO ENSINO

Ensino a distância registra retração inédita em faculdades privadas no Brasil

Estudante utilizando notebook para atividades acadêmicas a distância.
Mudanças regulatórias limitam cursos EAD em áreas como Saúde e Engenharias.

Queda na captação de novos alunos afeta um terço das instituições privadas; setor sente reflexo direto das novas regras para cursos EAD.

O setor de ensino superior privado brasileiro enfrenta um cenário de mudanças estruturais após anos de expansão desenfreada. Entre janeiro e março de 2026, uma em cada três instituições particulares de ensino superior registrou uma queda de, pelo menos, 20% na captação de novos alunos para cursos de educação a distância (EAD) em comparação ao mesmo período de 2025.

Os dados, revelados em uma pesquisa amostral realizada pelo Instituto Semesp, conforme reportado por Renata Cafardo, evidenciam o impacto direto das novas regulamentações educacionais. A partir de agora, cursos em áreas estratégicas como Pedagogia, Saúde e Engenharias tiveram a oferta de disciplinas totalmente online restringida, estabelecendo um limite de 50% de carga horária a distância.

Esta é a primeira vez desde 2022 que o índice aponta um arrefecimento no setor. O movimento interrompe um ciclo de crescimento exponencial que viu o número de cursos EAD disparar 700% nos últimos anos. A relevância da mudança é clara: em 2025, o Brasil ultrapassou a marca histórica de possuir mais estudantes matriculados na modalidade a distância do que em graduações presenciais, consolidando o EAD como pilar da formação acadêmica nacional.

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