GEOPOLÍTICA E CIÊNCIA

Luiz Inácio Lula da Silva defende estratégia de cooperação tecnológica com China e EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando durante evento da SBPC.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da 78ª Reunião Anual da SBPC em Niterói (RJ).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destacou a necessidade de investir em pesquisa nacional para competir no cenário global em vez de buscar conflitos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) descartou a possibilidade de buscar confrontos diretos com China e Estados Unidos, ao avaliar as disparidades de poder militar e tecnológico entre as nações. A declaração foi feita na terça-feira (28), durante a 78ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), sediada na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ).

Ao abordar as tensões globais, o mandatário enfatizou que o Brasil não dispõe do arsenal bélico ou do volume de recursos dessas potências, posicionando a educação e o investimento científico como as verdadeiras armas para assegurar a soberania nacional. O objetivo, segundo o presidente, não é a disputa hostil, mas a superação por meio da excelência intelectual.

“Eu não sou louco. Eu não tenho nem os aviões que eles têm, nem os tanques, as bombas, o dinheiro ou o conhecimento científico tecnológico deles. Ao invés de brigar, eu quero derrotá-los estudando, investindo e pesquisando mais”, afirmou, destacando a criação de universidades e a ampliação do ensino superior como pilares de sua gestão.

Além da inovação científica, a fala abordou a segurança estratégica da Defesa brasileira. O presidente ressaltou que a proteção de recursos naturais, como o petróleo e as reservas de terras raras, depende de um plano de defesa robusto e capacitado, evitando vulnerabilidades externas que possam comprometer a integridade do território.

O evento, que segue com programação até a sexta-feira (1), debate o tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão”, reunindo especialistas para discutir o futuro do país sob a ótica da independência tecnológica.

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