CHUVAS ABENÇOAM RN

EMPARN confirma chuvas acima da média no Rio Grande do Norte

Vista aérea de área verde no Rio Grande do Norte após chuvas

Estado acumula 404,4 milímetros entre fevereiro e abril de 2026, 5,8% além do esperado. Volume garante alívio a agricultores e reservatórios.

O Rio Grande do Norte celebrou a notícia de chuvas abundantes e acima da média histórica entre fevereiro e abril de 2026, conforme revelou a Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN) nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. Com um acumulado médio de 404,4 milímetros, o volume superou em 5,8% a média climatológica esperada, trazendo um alívio fundamental para a agricultura, a recuperação das pastagens e a recarga dos reservatórios, impactando diretamente a segurança hídrica e a economia de milhares de famílias potiguares.

A análise detalhada da EMPARN mostra que essa generosidade hídrica não se distribuiu de forma homogênea. O Oeste Potiguar, por exemplo, destacou-se com 507,6 milímetros de chuva, um impressionante aumento de 11,6% acima de sua média histórica. Já o Agreste Potiguar experimentou um crescimento de 15,6% em relação ao esperado, alcançando 325 milímetros. Esses números pintam um quadro de vitalidade e renovação em muitas áreas do estado.

A regularidade desses volumes pluviométricos, sem os temidos veranicos prolongados, foi crucial. Para os agricultores e pecuaristas, isso significou um suporte robusto para o desenvolvimento das atividades agrícolas, a garantia de forragem farta para o gado e, consequentemente, a promessa de safras mais prósperas. A recarga dos reservatórios em diversas bacias hidrográficas também é um alento, reforçando a segurança hídrica para consumo humano e irrigação, o que se traduz em maior dignidade e estabilidade para a população.

A EMPARN atribui esse cenário favorável à complexa interação de fatores oceânicos. A presença de uma La Niña fraca no início de 2026, combinada com o aquecimento das águas do Atlântico Sul, criou as condições ideais para essa performance pluviométrica. A compreensão desses fenômenos é vital para o planejamento futuro e a resiliência climática do Rio Grande do Norte.

Contudo, nem todas as regiões partilharam da mesma sorte. O Seridó Oriental registrou índices pluviométricos abaixo da média no mesmo trimestre, um lembrete de que a natureza nem sempre beneficia a todos igualmente e da necessidade de monitoramento contínuo para essas áreas.

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