OBESIDADE EM FOCO
Eli Lilly anuncia retatrutida que leva à perda de 30% do peso, comparável à bariátrica
Estudo da farmacêutica Eli Lilly mostra que nova medicação injetável semanal atingiu resultados expressivos em 80 e 104 semanas de tratamento. Agências reguladoras ainda não aprovaram.
{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A farmacêutica Eli Lilly divulgou, nesta quinta-feira, 21/05/2026, os resultados do estudo clínico de fase 3 Triumph-1. A pesquisa avaliou a retatrutida, uma nova medicação injetável semanal com potencial para tratamento da obesidade. Pacientes tratados com a dose máxima da substância alcançaram uma perda média de 28,3% do peso corporal após 80 semanas. Em um acompanhamento estendido de 104 semanas, a perda média de peso entre os participantes chegou a 30,2%."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"O estudo envolveu adultos com obesidade ou sobrepeso, associados a pelo menos uma complicação de saúde relacionada ao excesso de peso, excluindo aqueles com diabetes tipo 2. A pesquisa comparou a eficácia e a segurança da retatrutida com um grupo placebo, revelando resultados que superam os de medicamentos já estabelecidos no mercado, como a tirzepatida, presente no Mounjaro."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"A retatrutida integra uma nova classe de medicamentos denominados “triplo agonistas”. Seu mecanismo de ação estimula simultaneamente três hormônios cruciais para a regulação do apetite, saciedade e metabolismo: GLP-1, GIP e glucagon. O GLP-1 atua na redução da fome e no aumento da sensação de plenitude. O GIP contribui para a regulação metabólica e a ação da insulina. Já o glucagon está ligado ao aumento do gasto energético do corpo. Essa combinação sinérgica explica, em parte, a expressiva perda de peso observada."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os resultados são significativos pois 45,3% dos pacientes que receberam a dose mais alta da retatrutida atingiram uma perda de peso igual ou superior a 30% do seu peso corporal ao longo do estudo. Esse percentual é frequentemente equiparado aos resultados obtidos por meio de cirurgias bariátricas, indicando um potencial terapêutico revolucionário."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"Os efeitos adversos mais comuns reportados durante o estudo foram náuseas, vômitos, diarreia, constipação e desconforto abdominal. A Eli Lilly informou que esses sintomas, em sua maioria, ocorreram durante o processo de ajuste gradual das doses e foram classificados como leves a moderados. Houve também relatos de disestesia, uma alteração na sensibilidade da pele, que levou alguns participantes a interromperem o tratamento."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"Apesar dos resultados promissores, a retatrutida ainda não obteve aprovação das agências reguladoras internacionais, como a FDA nos Estados Unidos, nem nacionais, como a Anvisa no Brasil. A Eli Lilly seguirá com o programa clínico Triumph, que investiga o medicamento em outras condições associadas à obesidade, incluindo doenças cardiovasculares, apneia do sono e osteoartrite."},"depth":0},{"type":"paragraph","data":{"text":"Especialistas ressaltam a importância do acompanhamento médico qualificado para o uso de qualquer medicamento voltado para a perda de peso. O tratamento da obesidade é multifacetado e deve integrar mudanças de hábitos de vida, como alimentação balanceada, prática regular de atividade física e monitoramento contínuo, visando garantir resultados seguros e sustentáveis."},"depth":0}]}
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