VIDA SELVAGEM NA CIDADE
Elefante-marinho descansa em Aracruz e alerta à população é emitido
Especialistas do Instituto ORCA acompanham o mamífero e pedem para evitar aproximação; caso é similar ao "Fred".
Um elefante-marinho está sob monitoramento especial do Instituto ORCA e da Secretaria de Meio Ambiente de Aracruz, desde o domingo, 03 de maio de 2026, após ser flagrado nas margens do Rio Piraquê-Açu, em Aracruz, litoral Norte do Espírito Santo. A decisão de não intervir ativamente e apenas observar o animal foi tomada diante de seu aparente bom estado de saúde e comportamento ativo, garantindo a proteção da fauna silvestre, mas com um alerta crucial à população para manter a distância, protegendo tanto o visitante marinho quanto a segurança humana.
O animal, de nome científico Mirounga leonina, foi inicialmente avistado por navegantes e, desde então, tem sido acompanhado de perto. Imagens mostram-no descansando tranquilamente na região do Rio Piraquê-Açu, onde foi visto pela última vez na segunda-feira, 04 de maio de 2026.
A Secretaria de Meio Ambiente de Aracruz foi prontamente acionada, mas a responsabilidade por uma possível captura ou reabilitação recai sobre o Instituto ORCA. A equipe técnica do Instituto informou que o mamífero marinho apresenta bom estado geral, comportamento ativo, alimentação regular e se desloca naturalmente ao longo do curso do rio. Por essas razões, a captura do elefante-marinho não é considerada necessária neste momento.
Na manhã desta terça-feira, 05 de maio de 2026, o g1 procurou o Instituto ORCA para obter as últimas informações sobre o animal, mas ainda não havia atualizações sobre sua localização ou condição.
O Instituto reforça um pedido fundamental à população: não se aproximar do animal. Por ser uma espécie silvestre de grande porte, ele pode reagir de maneira imprevisível se perturbado, representando um risco significativo à segurança das pessoas. Além disso, qualquer tipo de interferência pode causar estresse, interromper seus hábitos naturais de alimentação e deslocamento, prejudicando diretamente sua saúde e bem-estar.
Para a segurança de todos e a preservação do elefante-marinho, siga estas orientações:
- Não se aproxime do animal.
- Não faça barulho que possa assustá-lo.
- Não tente tocar ou interagir de qualquer forma.
Caso aviste novamente o elefante-marinho, é essencial compartilhar qualquer informação ou registro diretamente com a equipe do Instituto ORCA, pelos telefones 0800-991-4800 ou (27) 99730-3518, para que o monitoramento continue eficaz.
Fred: a lembrança de outro ilustre visitante capixaba
A presença deste elefante-marinho traz à memória outro ilustre visitante que cativou os capixabas entre 2014 e 2015: o elefante-marinho apelidado carinhosamente de Fred. Monitorado pelo Instituto Orca na época, Fred, um macho de 3,5 metros e mais de 400 quilos, fez paradas memoráveis em uma praia particular próximo ao Farol Santa Luzia, em Vila Velha, e na Praia da Costa, na mesma cidade.
Fred ganhou seu apelido durante a Copa do Mundo, em alusão ao jogador brasileiro conhecido por sua presença "parada" em campo, refletindo o comportamento tranquilo do animal em suas visitas. Apesar de ter aparecido com ferimentos, ele se recuperou e permaneceu um tempo, tornando-se uma figura querida.
Elefantes-marinhos são mamíferos robustos que podem atingir até 6 toneladas. Os machos adultos desenvolvem uma proeminente tromba, utilizada principalmente durante as disputas por fêmeas. Sua espécie é majoritariamente encontrada nas regiões gélidas da Antártida, tornando sua aparição no litoral capixaba um evento notável.
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