ECONOMIA EM ALERTA

Durigan: Guerra do Oriente Médio pressiona juros altos no Brasil

Durigan: Guerra do Oriente Médio pressiona juros altos no Brasil

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, aponta cenário internacional. Copom corta Selic para 14,5%, mas indica fim antecipado do ciclo.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, apontou a guerra no Oriente Médio como a principal pressão sobre a política monetária do Brasil, afastando a ideia de que o fiscal seja a maior causa dos juros altos. A declaração, feita na noite de segunda-feira, 4 de maio de 2026, oferece uma perspectiva crucial sobre os desafios econômicos enfrentados pelo país, especialmente após a decisão do Copom de cortar a Selic, mas com indicação de um ciclo de redução mais breve. Essa visão do governo impacta diretamente a vida dos cidadãos, que sentem os efeitos dos juros elevados no dia a dia.

Em entrevista ao Roda Viva, Durigan defendeu que, embora o cenário fiscal possa influenciar os juros, seu peso é secundário diante do conflito internacional. O chefe da equipe econômica destacou que não existe uma "bala de prata" capaz de resolver de forma isolada a questão dos juros altos no país, reforçando a complexidade do ambiente macroeconômico global e seus reflexos no Brasil.

A discussão ganha relevância após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) ter reduzido a taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, na última quarta-feira, 29 de abril de 2026. A Selic agora se encontra no patamar de 14,5% ao ano. A decisão foi unânime e alinhada às expectativas do mercado, que já observava uma deterioração do cenário desde o início da guerra no Oriente Médio, há cerca de dois meses.

Contudo, o que mais chamou a atenção do mercado no comunicado do Copom foi a inclusão da palavra "extensão". Para analistas, essa adição sinaliza que o BC pode revisar a duração do ciclo de corte de juros, o que, na prática, significa um possível encerramento desse movimento antes do esperado e a manutenção de juros mais elevados por mais tempo que o previsto inicialmente. Essa perspectiva impacta diretamente o poder de compra e o custo de vida dos brasileiros, afetando desde o crédito ao consumidor até os investimentos e o crescimento econômico geral do país.

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