INVESTIMENTO BRASIL
Durigan: Ativos do Brasil estão baratos e atraem capital em Paris
Secretário-executivo do Ministério da Fazenda destaca país como "porto seguro" em cenário global de tensões, impulsionando industrialização de minerais críticos.
Em um momento de tensões globais nos mercados financeiros, Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, declarou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, em Paris, que os ativos brasileiros se encontram subvalorizados e representam uma oportunidade de investimento crucial. A afirmação, feita durante seus compromissos relacionados ao G7 e encontros sobre inteligência artificial e transição energética, visa posicionar o Brasil como um "porto seguro" para o capital estrangeiro, com potencial para impulsionar a industrialização e o desenvolvimento econômico do país, gerando mais empregos e prosperidade para a sociedade.
Durigan está na capital francesa para uma série de compromissos focados em cooperação econômica internacional. O G7, um grupo que reúne sete das maiores economias industrializadas do mundo, discute regularmente temas globais como economia, comércio, segurança, conflitos, clima e energia. A União Europeia também participa das reuniões.
Diante da instabilidade nas bolsas de valores mundiais, impulsionada pela guerra no Oriente Médio, o secretário-executivo destacou a resiliência do Brasil. "O real se mantém estável, e a bolsa brasileira, apesar de ter sofrido nas últimas semanas como todas no mundo, tem demonstrado uma resposta positiva ao investimento. Os ativos brasileiros ainda parecem interessantes e baratos. É um convite importante para investir no Brasil", afirmou Durigan.
Analistas do mercado observam que o Brasil tem atraído capital em períodos de conflito global devido a sua forte posição como exportador de commodities – produtos básicos com cotação internacional, como petróleo e alimentos – e por oferecer juros elevados, tornando-se um destino mais atrativo para investidores em busca de segurança e rentabilidade.
Entre as áreas promissoras para investimento no Brasil, Durigan mencionou os minerais críticos. Essenciais para tecnologias avançadas como baterias de celular e carros elétricos, chips de computador, painéis solares, turbinas eólicas e sistemas militares, esses recursos representam um pilar para a economia do futuro.
"A soberania nacional nos confere a propriedade desses minerais. É fundamental ir além da mera exportação de matérias-primas e avançar para o estímulo à industrialização desses minerais aqui no Brasil", declarou o secretário-executivo. Para isso, ele ressaltou a importância de incentivar o investimento no país e garantir segurança jurídica. "Precisamos de um novo marco legal que assegure procedimentos rápidos e seguros, evitando a judicialização que tanto impacta o setor", concluiu Durigan, enfatizando que essa estratégia pode transformar a matriz econômica e tecnológica do Brasil, gerando valor agregado e empregos de alta qualidade.
Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda, fala em coletiva de imprensa final da Trilha de Finanças do G20 — Foto: Diogo Zacarias/MF
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