NOVO EIXO NA AMÉRICA DO SUL

Donald Trump parabeniza eleito na Colômbia e reforça laços com aliados na América do Sul

Abelardo de la Espriella e Donald Trump
Abelardo de la Espriella (à esquerda), candidato eleito para presidente da Colômbia em apuração preliminar, e Donald Trump, presidente dos EUA. — Foto: Jaime Saldarriaga/AFP/Evelyn Hockstein/REUTERS

Presidente dos EUA parabeniza Abelardo de la Espriella por vitória eleitoral na Colômbia e reforça estratégia de alinhamento com líderes conservadores na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, parabenizou, nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, Abelardo de la Espriella, vencedor da eleição presidencial na Colômbia, segundo contagem preliminar. Trump anunciou o desejo de trabalhar em conjunto para construir uma "relação poderosa" entre as duas nações.

O candidato direitista superou o esquerdista Iván Cepeda nas urnas em uma eleição realizada no domingo, de acordo com dados preliminares divulgados pela autoridade eleitoral colombiana. A confirmação oficial do triunfo ainda está pendente.

Essa vitória fortalece a presença de presidentes alinhados a Donald Trump na América do Sul. A lista já inclui o argentino Javier Milei e o equatoriano Daniel Noboa. Essa rede de aliados contrasta com a postura de independência adotada pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, cujas divergências com Trump, inclusive sobre política eleitoral, foram evidentes durante o encontro do G7.

Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia
Quem é Abelardo de la Espriella, presidente eleito em apuração preliminar na Colômbia

Outros líderes sul-americanos que demonstram alinhamento com Donald Trump incluem:

Javier Milei, presidente da Argentina

Javier Milei é um dos mais proeminentes aliados de Trump na região. O presidente argentino tem mantido contato frequente, inclusive com viagens à residência particular de Trump e participação em eventos da direita conservadora.

Trump recebe Milei na Casa Branca em 2025
Trump recebe Milei na Casa Branca, em 2025 — Foto: Jonathan Ernst/Reuters

Daniel Noboa, presidente do Equador

Daniel Noboa mantém uma relação pragmática com Trump, buscando aproximar-se especialmente em projetos de segurança pública. Durante sua campanha de reeleição em 2025, Noboa chegou a cogitar o apoio de Trump no combate ao crime, sem descartar a possibilidade de bases militares estrangeiras no país.

Daniel Noboa durante visita ao Brasil em 18 de agosto de 2025
Daniel Noboa durante visita ao Brasil em 18 de agosto de 2025 — Foto: REUTERS/Adriano Machado

Santiago Peña, presidente do Paraguai

Santiago Peña é outro aliado histórico de Trump. Ele celebrou o retorno do republicano à Casa Branca em 2024 e participou de iniciativas como o "Conselho da Paz", proposta de Trump para um órgão paralelo à ONU. Na época, Peña elogiou o mandatário norte-americano por "trazer esperança novamente".

Santiago Peña
Santiago Peña — Foto: Jorge Saenz/AP

Rodrigo Paz, presidente da Bolívia

Rodrigo Paz, que assumiu a presidência da Bolívia em novembro de 2025, encerrou um ciclo de governos de esquerda. Trump o parabenizou pela vitória no ano anterior, e Paz expressou o desejo de uma "relação fluida e compromissos de cooperação" entre as nações. Apesar disso, o presidente boliviano enfrenta protestos devido à crise econômica e recebeu apoio da Casa Branca, que classificou as manifestações como um "golpe financiado por uma aliança perigosa entre política e crime organizado".

Rodrigo Paz, presidente da Bolívia
Rodrigo Paz, presidente da Bolívia — Foto: Claudia Moralez/Reuters

José Antonio Kast, presidente do Chile

José Antonio Kast compartilha afinidade ideológica com Trump, o que se reflete em suas plataformas. Ele defende o combate à imigração ilegal, com propostas como a construção de um muro na fronteira com a Bolívia, critica o progressismo e políticas identitárias, e se opõe a governos de esquerda na América Latina, além de questionar o multilateralismo tradicional.

Aliança a contragosto na Venezuela

Na Venezuela, Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina após uma operação militar dos EUA que resultou na prisão de Nicolás Maduro. Desde então, o governo venezuelano tem buscado acordos de exploração de petróleo e feito gestos diplomáticos a Washington, como a libertação de presos políticos, embora sem um alinhamento explícito com os EUA.

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