MERCADOS EM ALERTA

Dólar fecha estável em R$ 5,00 apesar de acordo EUA-Irã; Ibovespa sobe

Notas de dólar norte-americano com foco em seu valor e estabilidade.
O dólar norte-americano se manteve estável frente ao real, em R$ 5,00, mesmo com as notícias sobre um possível acordo entre EUA e Irã. (Imagem: Metrópoles)

Apesar de notícias sobre possível cessar-fogo no Oriente Médio, câmbio e bolsa brasileira mantiveram pouca variação nesta quinta-feira (21/05).

O dólar encerrou a quinta-feira, 21 de maio de 2026, com leve queda de 0,06% frente ao real, mantendo-se cotado a R$ 5,00. Paralelamente, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), apresentou alta de 0,17%, atingindo 177,6 mil pontos. Na prática, as variações mínimas indicaram estabilidade em ambos os indicadores financeiros. A expectativa de um acordo para o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, iniciado em 28 de fevereiro de 2026, continuou a ser o principal motor dos mercados globais de câmbio e ações. O conflito, que já dura quase três meses, tem mantido os agentes econômicos em estado de apreensão. Informações divulgadas nesta quinta-feira pelo canal estatal Al Arabiya, da Arábia Saudita, indicaram que os Estados Unidos e o Irã teriam chegado a um rascunho de acordo em negociações mediadas pelo Paquistão. Contudo, nenhum dos dois países confirmou oficialmente a notícia. Segundo a TV saudita, o esboço do documento incluiria um cessar-fogo imediato e abrangente. Além disso, preveria a abertura do Estreito de Ormuz, rota crucial para cerca de um quinto da produção mundial de petróleo, através de um monitoramento compartilhado da região. A divulgação dessas informações gerou um alívio modesto e imediato nos preços internacionais do petróleo. O barril do tipo Brent, referência global, finalizou o dia em queda de 2,43%, a US$ 102,58. O tipo West Texas Intermediate (WTI), usado nos Estados Unidos, recuou 1,94%, a US$ 96,35. Antes da notícia sobre o acordo, os mercados operavam em tom pessimista. Esse cenário era influenciado pela ata do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), divulgada na quarta-feira (20/05), que sinalizou a manutenção de juros altos na economia americana por um período prolongado. A leitura preliminar do índice de gerentes de compras (PMI) dos EUA, divulgada pela S&P Global, também contribuiu para essa visão, mostrando estabilidade em 51,7 em maio e indicando que a economia americana continua aquecida, sem margens para cortes de juros. As bolsas na Europa, no entanto, não sentiram o impacto positivo das notícias sobre o acordo EUA-Irã. Os principais índices continentais fecharam em queda, refletindo o receio de aumento da inflação mundial devido à continuidade do conflito no Oriente Médio. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,11%; em Frankfurt, o DAX recuou 0,33%; e em Paris, o CAC 40 baixou 0,39%. Wall Street, por outro lado, mostrou recuperação com as informações da mídia saudita. Às 16h50, o S&P 500 registrava alta de 0,10%, e o Dow Jones, de 0,58%. O Nasdaq, índice de empresas de tecnologia, operava em leve queda de 0,04%. A baixa no Nasdaq foi parcialmente atribuída à divulgação do balanço da Nvidia, fabricante de chips para inteligência artificial (IA). Embora a empresa tenha apresentado resultados robustos no primeiro trimestre, com receita de US$ 81,6 bilhões (alta de 85% anual) e lucro líquido de US$ 58,3 bilhões (salto de 211%), o mercado parecia exigir desempenho ainda maior. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, avalia que o pregão foi marcado pela volatilidade. Ele destaca que o dólar inicialmente se fortaleceu devido aos dados econômicos americanos. A publicação de notícias sobre o possível acordo EUA-Irã, no entanto, provocou liquidação no petróleo, impulsionou bolsas mundiais e gerou rali nos Treasuries. "A novidade disparou uma liquidação no petróleo, impulsionou as bolsas mundiais e gerou um rali nos Treasuries (os títulos da dívida do governo americano)", afirma Shahini. "No entanto, as informações ainda foram insuficientes para justificar uma queda mais ampla no preço do petróleo, que continua sendo negociado em patamares próximos de US$ 107, limitando a melhora no sentimento de risco", complementa. "O alívio externo, principalmente nos juros longos americanos, ajudou a conter a força global do dólar e permitiu ao real se sustentar no patamar de R$ 5,00."

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário