MERCADO DE TRABALHO EM ALTA

Desemprego no Brasil cai para 5,6% e atinge menor nível trimestral desde 2012, aponta IBGE

Carteira de trabalho sendo aberta
Dados do desemprego foram apresentados pelo IBGE nesta sexta-feira (27) - Foto: Reprodução

A taxa de 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026 é a menor desde 2012, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O número de desempregados também recuou.

O Brasil registrou uma taxa de desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio de 2026. A decisão, divulgada nesta sexta-feira, 26/06/2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa o menor índice para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), em 2012. Essa redução significativa no desemprego tem um impacto direto na dignidade e nas perspectivas de milhares de brasileiros, que agora encontram mais oportunidades de trabalho e renda.

Na comparação com o trimestre anterior, a taxa se manteve estável. Contudo, em relação ao mesmo período de 2025, houve uma queda de 0,6 ponto percentual, saindo de 6,2% para os atuais 5,6%. Essa melhora no cenário do mercado de trabalho reflete a capacidade do país de absorver novos profissionais e impulsionar a economia.

William Kratochwill, analista do IBGE, explicou que, embora a estabilidade nesta época do ano seja comum devido ao planejamento de contratações para o segundo semestre, o recorde histórico aponta para um mercado de trabalho aquecido. A consequência direta para a população é um ambiente mais favorável à busca por empregos formais e com melhores condições.

O número de pessoas desempregadas foi estimado em 6,1 milhões, uma cifra praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas que representa uma redução de 9,3% quando comparada ao mesmo período do ano passado. Paralelamente, a população ocupada alcançou 102,7 milhões, com um acréscimo de 558 mil trabalhadores no trimestre e 840 mil em um ano. Esse crescimento na ocupação demonstra o impacto positivo na vida das famílias, que contam com mais sustento e segurança financeira.

Entre as categorias de trabalhadores, o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estável, totalizando 39,3 milhões. Também não houve mudanças expressivas entre os trabalhadores sem carteira assinada, os autônomos e os empregadores. Esses dados reforçam a consolidação do emprego formal para uma parcela significativa da força de trabalho.

Em contrapartida, o contingente de trabalhadores domésticos apresentou uma queda de 328 mil vagas em relação ao ano passado. O IBGE atribui essa redução à migração dessa mão de obra para empregos formais, frequentemente associados a melhores salários e condições de trabalho, evidenciando uma busca por dignidade e melhores oportunidades.

O número de empregados no setor público cresceu 3,6% no trimestre, totalizando 13,1 milhões de pessoas. Apesar do aumento nas contratações, o rendimento médio desse grupo caiu 3,1%, um reflexo da admissão de servidores temporários e municipais com remunerações menores. Essa dinâmica pode afetar o poder de compra individual, mas o aumento geral de vagas no setor público ainda contribui para a absorção de mão de obra.

Um outro ponto de destaque na pesquisa foi a taxa de subutilização da força de trabalho, que recuou para 13,3%, o menor patamar da série histórica. Este indicador engloba desempregados, subocupados e aqueles que gostariam de trabalhar mais horas, mostrando uma melhora na eficiência e na satisfação do mercado laboral, permitindo que mais pessoas trabalhem de acordo com suas expectativas e necessidades.

Houve também uma redução no número de trabalhadores subocupados e de pessoas desalentadas – aquelas que desistiram de procurar emprego. A população desalentada foi estimada em 2,4 milhões, uma queda de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025. A diminuição do desalento é um sinal positivo de esperança e de oportunidades reais no mercado de trabalho.

A informalidade também apresentou um leve recuo, situando-se em 37,3% da população ocupada, o que equivale a 38,3 milhões de trabalhadores. Essa tendência de redução na informalidade pode indicar um movimento em direção a empregos com mais garantias e direitos.

A PNAD Contínua é a principal fonte de dados sobre o mercado de trabalho no Brasil, acompanhando trimestralmente a situação da força de trabalho em cerca de 211 mil domicílios distribuídos por 3.500 municípios. A próxima divulgação dos resultados, referente ao trimestre encerrado em junho, está agendada para 30 de julho, com expectativas de novas informações sobre o dinamismo do mercado.

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