ARMAMENTO DE EX-PRESIDENTE

Defesa de Bolsonaro alega entrega de arma a agente do GSI para manutenção

Jair Bolsonaro em prisão domiciliar.
Ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre medida restritiva em sua residência em Brasília.

Argumento foi apresentado ao STF. Defesa anexou CRAF para comprovar regularidade da pistola.

{"blocks":[{"type":"paragraph","data":{"text":"A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um argumento sobre a pistola apreendida com um agente do GSI, no Distrito Federal. Conforme a manifestação, encaminhada na tarde desta quarta-feira, 17/06/2026, ao ministro Alexandre de Moraes, a arma pertence ao ex-presidente e foi entregue ao segurança apenas para identificar uma falha mecânica. O caso, que impacta diretamente a situação de Bolsonaro em processo de execução penal, ganha um novo capítulo com a tentativa de esclarecer a posse e o uso do armamento."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Para sustentar a versão, os advogados anexaram ao processo o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), expedido pelo Exército em 2019, demonstrando a regularidade da pistola. A defesa alega que a arma estava sem condições de uso porque integrantes da equipe de segurança removeram o “percussor” sem o conhecimento de Bolsonaro. Essa medida, segundo os advogados, foi justificada pelo uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar a cognição do ex-presidente, citando como exemplo uma tentativa de romper a tornozeleira eletrônica com um ferro quente."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A defesa sustenta que Bolsonaro percebeu um problema no funcionamento da arma e, sem saber que a peça havia sido removida, entregou o armamento ao agente para verificar o defeito e providenciar eventual manutenção. "A remoção do percursor acaba por inviabilizar justamente o ‘engatilhamento’ da arma, o que por consequência deixa o gatilho ‘solto’, ‘frouxo’, sem rigidez ou tensão notadamente perceptível em comparação com a operação ou engatilhamento normal da arma quando com o percussor presente", detalha a defesa."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Sem conseguir identificar a causa do problema, contudo, o Peticionário entregou a arma ao Sr. Estácio Leite da Silva Filho, segundo-sargento do Exército e com experiência em armamentos, inclusive naquele modelo, para que verificasse o ocorrido. A entrega do armamento teve como única finalidade identificar a origem da falha e viabilizar o reparo da pistola."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"A defesa também argumenta que, apesar da condenação imposta ao ex-presidente, não houve determinação de Alexandre de Moraes para entrega das armas registradas em seu nome nem para o cancelamento dos respectivos registros."}},{"type":"heading","data":{"level":2,"text":"PCDF abre inquérito"}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Paralelamente, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que instaurou um inquérito para apurar por que a pistola registrada em nome de Bolsonaro foi encontrada com um agente do GSI durante uma abordagem policial. A investigação ficará a cargo da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte) e a informação foi comunicada pela corporação ao ministro Alexandre de Moraes."}},{"type":"paragraph","data":{"text":"Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após questionamentos, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente. Segundo o agente, a arma foi entregue a ele na própria segunda-feira (15/6) para verificação de uma falha mecânica, com a intenção de concluir o serviço e devolvê-la na terça-feira (16/6)."}}]}

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