DEFENSORIA EXPLICA

Defensoria Pública explica decisão que suspendeu concurso da PM após pronunciamentos conflitantes do TJRN

Novo uniforme da Polícia Militar
Imagem ilustrativa do novo uniforme da Polícia Militar

Defensoria Pública do Rio Grande do Norte esclarece cronologia de fatos e fundamentos de sua atuação na suspensão do concurso da PM, citando insegurança jurídica e a necessidade de adequação do edital.

A Defensoria Pública do Rio Grande do Norte divulgou nesta segunda-feira, 15/06/2026, uma nota oficial para esclarecer a cronologia dos fatos e os fundamentos que levaram à suspensão do concurso da Polícia Militar. A decisão, que teve como ponto central a proteção dos candidatos diante de possíveis anulações futuras, visa garantir segurança jurídica e assegurar a posse dos aprovados sem incertezas.

Inicialmente, a Defensoria buscou a via administrativa, oficiando a Comissão do Concurso para solicitar a adequação do edital. Diante da resposta negativa formalizada em 02 de junho de 2026, a instituição ajuizou uma Ação Civil Pública no mesmo dia. O objetivo foi resguardar o direito de grupos socialmente vulneráveis, afetados pela retificação do edital publicada em 15 de maio de 2026, que reduziu as cotas para pessoas pretas e pardas, excluiu indígenas e quilombolas, e deixou de assegurar vagas para pessoas com deficiência.

A tese foi acolhida pelo juízo da 2ª Vara da Fazenda Pública em 09 de junho de 2026 e confirmada, em 12 de junho de 2026, pela Desembargadora Relatora dos recursos. A decisão baseou-se em precedentes específicos do STF (ADI 7401 e ARE 1.569.206 AgR). Contudo, em 12 de junho de 2026, às 18:16, a Presidência do Tribunal de Justiça do RN proferiu uma decisão em sentido contrário, mantendo a realização das provas.

Diante desses pronunciamentos conflitantes no âmbito do TJRN, a Defensoria submeteu a questão ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 13 de junho de 2026. O Ministro Presidente Edson Fachin acolheu o pedido, reconhecendo a legitimidade da Defensoria para a defesa de grupos vulneráveis e o risco de insegurança jurídica caso o certame prosseguisse com regras contrárias a decisões recentes do STF sobre inclusão de pessoas com deficiência em corporações militares.

A Defensoria Pública reafirma sua sensibilidade em relação às expectativas, ao esforço e ao investimento de cada candidato inscrito. A instituição reconhece a relevância social do concurso público e a necessidade de fortalecimento do efetivo da Polícia Militar, instituição essencial para a segurança da população potiguar. A Defensoria se coloca à disposição para contribuir com a pronta solução da questão, permitindo a retomada do concurso com a maior brevidade possível.

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