FIM DA ESCALA 6x1

Davi Alcolumbre propõe fim imediato da escala 6x1 e redução da jornada sem transição

Davi Alcolumbre em reunião com representantes de centrais sindicais.
Representantes de centrais sindicais se reuniram com o presidente do Senado.

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), reuniu-se com centrais sindicais e defendeu o fim do período de transição para a nova jornada de 40 horas semanais e a extinção da escala 6x1, aprovada pela Câmara dos Deputados.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu nesta quarta-feira, 01/07/2026, o fim imediato do período de transição para a redução da jornada de trabalho e a extinção da escala 6x1. A medida, que visa diminuir a jornada semanal de 44 para 40 horas, foi aprovada pela Câmara dos Deputados no final de maio e prevê o fim da escala 6x1 com garantia de ao menos duas folgas semanais. Alcolumbre debate com sua assessoria legislativa a inclusão de uma emenda que permita que as novas regras entrem em vigor assim que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) for promulgada, descartando o prazo de 60 dias originalmente previsto. A decisão impacta diretamente a rotina de milhões de trabalhadores e a organização de empresas em todo o país, que buscavam um período para se adequar às mudanças.

Em reunião com representantes de centrais sindicais, Alcolumbre assegurou que a PEC avançará no Senado, mas reforçou que a Casa terá o tempo necessário para o debate. A matéria, contudo, não terá tramitação acelerada. A definição do calendário para deliberação ocorrerá em acordo com a nova líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), o senador Paulo Paim (PT-RS), autor de uma PEC similar, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Otto Alencar (PSD-BA). A PEC, aprovada em maio na Câmara, ainda aguarda despacho para a CCJ, o que gerou insatisfação em setores do governo.

Representantes de centrais sindicais se reuniram com o presidente do Senado.

Alcolumbre expressou sua insatisfação com as críticas feitas pelo governo, especialmente pelo ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que considerou a postura do senador como um erro e um risco. O presidente do Senado classificou as declarações como uma ameaça e reafirmou seu compromisso com o avanço da PEC, mas ressaltou a importância do devido tempo de discussão no Senado.

Por outro lado, os representantes das centrais sindicais avaliaram a reunião como positiva. Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), destacou a convergência sobre a importância da proposta e a expectativa de um avanço sério no Senado. Ele ressaltou o apoio popular à medida e a esperança de uma tramitação rápida. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), enfatizou que o debate está em fase de construção e que o diálogo é fundamental para definir o calendário de votação, reiterando que não há divergência de mérito quanto à proposta, mas sim quanto aos procedimentos e à forma de tramitação.

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