ARTICULAÇÃO POLÍTICA
Prisão domiciliar de Jair Bolsonaro impacta campanha de MICHELLE
Ex-primeira-dama aponta restrições ao marido como principal obstáculo para oficializar candidatura ao Senado pelo Distrito Federal
A ex-primeira-dama MICHELLE (PL) declarou, nesta 6ª feira (31.jul.2026), que as restrições impostas a Jair Bolsonaro têm condicionado o ritmo de sua atuação política e o anúncio oficial de sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal. A decisão final sobre a corrida eleitoral será tomada em conjunto com o ex-presidente.
Durante conversa com jornalistas após reunião com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, em Brasília, MICHELLE destacou que a prioridade atual é o bem-estar familiar. "Estou conversando com meu marido ainda, até porque estou limitada também. Estou presa com o marido e impossibilitada de fazer campanha. E, tudo que eu faço, eu gosto de fazer bem feito", afirmou.
Embora a declaração enfatize os obstáculos, a candidatura já está definida. A estratégia foi consolidada após diálogos com a cúpula do Partido Liberal e deve ser oficializada na convenção regional do PL, prevista para o próximo domingo (2.ago). A legenda contará ainda com a deputada Bia Kicis (PL-DF) como o outro nome na disputa ao Senado.
A ex-primeira-dama pontuou que o ambiente doméstico tem sido preservado para auxiliar na recuperação de Jair Bolsonaro. Segundo ela, o ex-presidente enfrenta episódios de soluços recorrentes, que atribui à tensão gerada pelas circunstâncias atuais. "O soluço é um resultado dessa tensão. Então eu tento proporcionar um lar mais tranquilo para a gente não ter que conversar sobre esses assuntos", relatou.
Ao abordar as sanções judiciais, MICHELLE mencionou o impacto emocional no marido, especialmente pelo afastamento dos filhos. Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após condenação de 27 anos por tentativa de golpe de Estado. Em 17 de julho, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, restringiu as visitas ao ex-presidente por 30 dias, permitindo apenas a entrada de médicos, fisioterapeutas e advogados.
A definição da candidatura de MICHELLE ocorre após um período de instabilidade interna no PL. O relacionamento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrentou desgaste público em junho devido a divergências sobre alianças e o comando do PL Mulher. Após um pedido de desculpas público feito por Flávio em 23 de julho, a interlocução foi retomada. O cenário de reconciliação deve ser reforçado na convenção deste domingo (2.ago), na primeira aparição pública de ambos após o conflito.
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