DELAÇÃO PREMIADA

Daniel Vorcaro eleva proposta de devolução para R$ 60 bilhões em negociação com a PGR

Daniel Vorcaro em foto reprodução do Jornal Nacional.
Daniel Vorcaro firma termo de confidencialidade com PGR e PF, abrindo caminho para delação premiada.

Procuradoria-Geral da República negocia com o banqueiro, que aumentou o valor em R$ 20 bilhões após rejeição da Polícia Federal. STF e FGC acompanham desdobramentos.

O banqueiro Daniel Vorcaro elevou sua proposta de devolução de valores de R$ 40 bilhões para R$ 60 bilhões em uma potencial colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A decisão, tomada após a resistência da Polícia Federal (PF) em aceitar os termos iniciais, representa uma tentativa de avançar nas negociações para um acordo.

A informação, confirmada por interlocutores do caso nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, indica que a PGR comunicou aos advogados de Vorcaro a necessidade de refazer o roteiro da delação, além do aumento financeiro. Essa nova oferta surge como uma janela de oportunidade para o banqueiro, visto que a PF rejeitou a proposta inicial.

Investigadores avaliam que a primeira proposta apresentada por Daniel Vorcaro foi considerada insuficiente, com omissão de informações cruciais. A defesa do banqueiro, por sua vez, lembra que as negociações iniciais foram feitas com outra equipe e acredita haver mais espaço para um acordo com a atual PGR.

A decisão sobre a aplicação dos valores ressarcidos, caso a delação seja homologada, será definida em conjunto pela PGR e pela PF junto ao ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República, integrante do Ministério Público da União, é responsável pela condução da acusação e negociação de acordos, enquanto a PF atua na investigação e validação das informações.

O ministro relator, André Mendonça, terá a palavra final sobre a legalidade do acordo e o destino dos recursos. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC), entidade privada mantida por bancos para proteger clientes de instituições financeiras, figura como um dos principais interessados. O FGC já desembolsou bilhões para ressarcir investidores afetados por casos como o do Banco Master e busca recuperar parte desses valores.

O caminho para a delação premiada de Daniel Vorcaro foi aberto com a assinatura de um termo de confidencialidade com a PGR e a PF. Contudo, a divisão dos recursos entre os diversos prejudicados, como o FGC, outras instituições financeiras e vítimas das fraudes, dependerá da decisão final do Ministério Público e do STF.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário