DEBATE ELEITORAL ACIRRADO

Crise nas contas públicas do RN ganha protagonismo no debate eleitoral

Fachada de prédios públicos e sede de instituições em Natal.
Cenário político em Natal é marcado por debates sobre a gestão das contas públicas do Estado.

Atraso no pagamento de servidores do Governo Fátima Bezerra pressiona a candidatura de Cadu Xavier, enquanto o TRE-RN analisa o futuro político de Cabo Deyvison.

A deterioração das contas públicas deixou de ser apenas um desafio administrativo para o Governo Fátima Bezerra e tornou-se um dos principais eixos da disputa eleitoral no Rio Grande do Norte. O desgaste político recai diretamente sobre Cadu Xavier, que chefiou as pastas de Tributação e Fazenda por mais de sete anos antes de se lançar como candidato ao Governo.

O desafio atual de Cadu Xavier é harmonizar a defesa de sua gestão com as dificuldades enfrentadas pelo tesouro estadual. O atraso no pagamento de aposentados e pensionistas, referente a julho, tensionou o cenário. Embora o Governo Fátima Bezerra sustente ter quitado 80% da folha, justificando o imbróglio com a queda nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE), a insegurança quanto aos salários de agosto e ao décimo terceiro mantém o setor público em alerta.

A crise inflamou o debate público, com trocas de acusações entre candidatos. Allyson Bezerra classificou o atraso como um calote, enquanto Cadu Xavier rebateu, remetendo a responsabilidade a gestões passadas, especificamente ao período de Robinson Faria. Em meio à disputa, a Federação das Indústrias (FIERN) e o Sindicato de Empresas de Comunicação (MIDIACON) preparam uma sabatina com os postulantes ao Governo e ao Senado para os dias 11 e 12 de agosto, no Auditório Albano Franco, em Natal.

No âmbito judicial, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) indeferiu na sexta-feira (31) um novo recurso do vereador de Mossoró Cabo Deyvison. O parlamentar buscava validar sua saída do MDB por justa causa para manter seu mandato. Com a decisão da presidente do TRE-RN, desembargadora Lourdes Azevêdo, a possibilidade de perda do cargo ganha força, embora uma sentença definitiva dependa do julgamento de uma ação por infidelidade partidária movida pelo diretório nacional do MDB.

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