ALERTA DE SEGURANÇA
Crescimento de estelionatos no Espírito Santo alcança mais de 26 mil registros
Estado contabiliza uma média de seis crimes por hora no primeiro semestre de 2026; especialistas destacam a migração de delitos para o ambiente digital.
O Espírito Santo atingiu a marca de 26 mil ocorrências de estelionato nos seis primeiros meses de 2026. A escalada desses crimes, que impacta profundamente a vida financeira e a paz social de milhares de cidadãos, foi confirmada por dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).
O fenômeno de crescimento constante reflete uma mudança no comportamento criminoso, intensificada desde o período da pandemia. Em comparação ao primeiro semestre do ano passado, quando foram registrados 24.247 casos, os números atuais revelam um desafio crescente para as autoridades e para a população.
A gravidade da situação é sentida por quem perdeu mais do que valores monetários. Uma vítima, que preferiu manter o anonimato, relata o impacto emocional após perder R$ 10 mil em uma compra fraudulenta de pacote de viagem: "Fica o sentimento de impotência total. É um caos", desabafou sobre a frustração de não conseguir reaver os recursos.
Segundo o delegado-adjunto da Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações, Jonathan Lana, a migração dos delitos para o meio virtual é o principal vetor do aumento. "A gente percebeu que teve um aumento ano após ano e isso já era esperado. Especialmente os estelionatos no ambiente digital, que hoje representam a maior parte dos casos", explicou o delegado.
O impacto diário é alarmante: em média, 144 registros de estelionato são feitos por dia no estado, totalizando cerca de seis casos por hora. As cidades de Vila Velha, Serra, Vitória, Cariacica, Linhares, Cachoeiro de Itapemirim e Guarapari concentram o maior volume de ocorrências.
Modalidades e prevenção
A Delegacia Especializada de Crimes de Defraudações e Falsificações aponta que os golpes mais frequentes envolvem a atuação de falso advogado, o uso indevido do PIX após invasão de aplicativos de mensagens, a falsa central de atendimento bancário e o uso de nomes de órgãos públicos para coleta de dados.
Para mitigar riscos, a Polícia Civil reforça orientações fundamentais: nunca realizar transferências ou compartilhar dados sob pressão, habilitar a autenticação multifator em contas digitais e verificar a reputação e a existência do CNPJ de empresas antes de qualquer negociação. Em caso de fraude, o registro imediato do boletim de ocorrência é indispensável para as investigações policiais.
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