EXPANSÃO MILITAR DO NORTE

Coreia do Norte lança maior navio de guerra e acelera expansão naval

Kim Jong Un em um pódio em frente a um grande navio de guerra.
Kim Jong Un discursa durante a cerimônia de lançamento do destróier Choe Hyon, o maior navio de guerra já construído pela Coreia do Norte.

Navio de guerra de 5 mil toneladas, batizado Choe Hyon, marca nova fase na estratégia marítima norte-coreana. Analistas apontam para possíveis implicações em crises regionais.

{"blocks":[{"key":"12345","type":"paragraph","data":{"text":"A Coreia do Norte apresentou seu maior navio de guerra já construído, um destróier de 5 mil toneladas, nesta quarta-feira, 24/06/2026. A incorporação de embarcação, batizada Choe Hyon, é vista por analistas militares como um acréscimo significativo às preocupações de adversários em cenários de crise."}},{"key":"67890","type":"paragraph","data":{"text":"Em cerimônia realizada no estaleiro de Nampho, na costa oeste, o líder Kim Jong Un declarou que o feito inaugura um novo capítulo na história militar do país. Segundo a agência estatal KCNA, ele afirmou que a marinha norte-coreana “pôs fim a mais de 70 anos de estagnação” e que agora sua capacidade de combate “crescerá de forma admirável, além da imaginação”, contrastando com o que ele descreveu como o ramo mais fraco das forças armadas até então."}},{"key":"abcde","type":"paragraph","data":{"text":"Historicamente ofuscada pelas marinhas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, com suas frotas de navios modernos e submarinos equipados com eletrônica de ponta e sistemas de mísseis robustos, a marinha norte-coreana dá um passo adiante com o Choe Hyon. Embora ainda não confirmado oficialmente, analistas militares indicam que o destróier possui capacidade para lançar mísseis antinavio e de ataque terrestre."}},{"key":"fghij","type":"paragraph","data":{"text":"Yu Ji-hoon, pesquisador do Instituto Coreano de Análises de Defesa, observa que o novo navio representa um afastamento do modelo tradicional norte-coreano, focado em “forças costeiras assimétricas, como submarinos, embarcações rápidas de ataque, artilharia costeira, minas e infiltração de forças especiais”. Agora, a marinha norte-coreana transita de uma estrutura centrada na defesa costeira para uma ampliação de sua ameaça no domínio marítimo, integrando capacidades nucleares e de mísseis."}},{"key":"klmno","type":"paragraph","data":{"text":"Kim Jong Un anunciou que o Choe Hyon é o primeiro de uma frota moderna, com embarcações ainda maiores planejadas. Ele reconheceu os desafios no desenvolvimento, mencionando o navio-irmão Kang Kon, que virou durante o lançamento em maio de 2025. O Kang Kon foi reflutuado e iniciou testes no mar neste mês, com previsão de incorporação “em breve”. O líder norte-coreano estabeleceu a meta de que estaleiros do país produzam dois novos navios de superfície anualmente, incluindo cruzadores com o dobro do tamanho do Choe Hyon."}},{"key":"pqrst","type":"paragraph","data":{"text":"Apesar das declarações de autossuficiência, o professor Leif-Eric Easley, da Universidade Ewha, em Seul, sugere que a velocidade e a escala da expansão naval podem indicar assistência externa significativa, possivelmente da Rússia, em termos de material e tecnologia. Contudo, analistas ressaltam que a Coreia do Norte ainda está distante de alcançar as capacidades da Coreia do Sul e dos Estados Unidos, que juntas operam dezenas de destróieres com sistemas avançados."}},{"key":"uvwxy","type":"paragraph","data":{"text":"Carl Schuster, ex-diretor do Centro Conjunto de Inteligência do Comando do Pacífico dos EUA, pondera que o Choe Hyon, isoladamente, não representa uma ameaça direta iminente à Coreia do Sul, dada a sua limitada capacidade de sobrevivência em um conflito. No entanto, ele enfatiza a necessidade de considerá-lo no planejamento militar, pois pode forçar os Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul a intensificar o monitoramento da marinha norte-coreana."}},{"key":"zabcd","type":"paragraph","data":{"text":"A existência do Choe Hyon, como o primeiro navio oceânico de 5.000 toneladas do país, também adiciona complexidade à aplicação das sanções da ONU. Schuster aponta que a escolta de armas por um navio de guerra em uma remessa marítima pode complicar operações de interceptação. Yu Ji-hoon complementa que Seul não pode ignorar a nova embarcação, pois, mesmo sem ser um destróier totalmente moderno, ela pode impactar a segurança sul-coreana se empregada como plataforma de lançamento de mísseis ou em escaladas de crises."}}]}

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