DIPLOMACIA NO ORIENTE MÉDIO

Donald Trump anuncia desarmamento do Hamas e grupo impõe condições

Militares israelenses em cenário de conflito na Faixa de Gaza.
Militares israelenses operam na Faixa de Gaza em meio a novas rodadas de negociações diplomáticas.

Hamas e Israel divergem sobre a ordem de execução do plano proposto pelo Conselho de Paz; Benjamin Netanyahu enfrenta pressão eleitoral interna.

Um acordo para o desarmamento completo do Hamas e de outros grupos armados na Faixa de Gaza foi anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), na 5ª feira (30.jul.2026), por meio de uma publicação na Truth Social. A medida busca pôr fim ao conflito prolongado na região, dependendo agora da adesão das partes envolvidas para que a paz seja efetivamente alcançada e a dignidade das populações civis preservadas.

A resposta do Hamas veio logo após o anúncio, condicionando a aceitação do pacto ao cumprimento prévio de compromissos firmados por Israel no ano passado. Ghazi Hamad, membro do Hamas, descreveu o entendimento como uma estrutura abrangente, porém dolorosa, cuja execução está atrelada a ações israelenses. O plano, elaborado pelo Conselho de Paz com mediação de Egito, Catar e Turquia, prevê o desarmamento em fases e a posterior retirada de tropas.

A proposta inclui a criação de uma Força Internacional de Estabilização em conjunto com uma nova força policial palestina para garantir a segurança. No entanto, a viabilidade técnica do acordo é incerta. Fontes políticas israelenses informaram à Reuters na 5ª feira (30.jul) que o governo de Israel resiste a recuar além da linha amarela antes da desmilitarização total da Faixa de Gaza, invertendo a exigência do grupo palestino.

O cenário político interno de Israel adiciona complexidade à negociação. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu (Likud) enfrenta eleições em outubro e depende de alas que rejeitam concessões territoriais. A tensão foi reiterada nesta 6ª feira (31.jul), após relatos de feridos em ataques aéreos na região, evidenciando que, apesar das tratativas, a realidade no terreno permanece instável para os civis locais.

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