TENSÃO NO GOLFO
EUA e Arábia Saudita atacam grupos apoiados pelo Irã no Iraque
Bombardeios atingem alvos no Iraque em retaliação por ataques com drones. Preços do petróleo sobem em meio à instabilidade de negociação de Omã para o estreito de Hormuz.
Os Estados Unidos e a Arábia Saudita deflagraram uma operação militar contra milícias apoiadas pelo Irã no Iraque para responder a ataques com drones contra infraestruturas petrolíferas sauditas. A decisão, executada por comandos de defesa dos dois países, visa conter a influência de grupos regionais e proteger ativos energéticos vitais, em uma escalada que gera preocupações sobre a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.
Os ataques atingiram diversas sedes das Forças de Mobilização Popular do Iraque na quarta-feira (29). Segundo relatos do grupo, a ofensiva resultou na morte de ao menos 20 integrantes e deixou 32 feridos, além de causar danos severos a instalações oficiais. A ação ocorreu poucas horas após o Comando Central dos EUA reportar a interceptação de mísseis iranianos que teriam como alvo tropas americanas na região.
A tensão reflete um cenário de insegurança crescente no estreito de Hormuz. Enquanto a Guarda Revolucionária do Irã mantém uma postura de confronto, alegando controle sobre a via navegável e classificando as acusações de responsabilidade nos ataques como um "grande erro de cálculo", o mercado financeiro reagiu prontamente. Nesta quarta-feira (29), os preços do barril de petróleo elevaram-se em mais de US$ 3 devido aos riscos de um conflito em larga escala.
Em paralelo às hostilidades, Omã apresentou uma proposta de gestão regional para o estreito de Hormuz, inspirada no modelo do estreito de Malaca, na Ásia. O plano, discutido pelo Conselho de Cooperação do Golfo na terça-feira (28), sugere taxas voluntárias para navegação e segurança. No entanto, os EUA já sinalizaram resistência à ideia, reiterando que a rota deve permanecer livre de qualquer controle ou restrição iraniana.
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