IMPACTO ECONÔMICO ESPERADO

Copa do Mundo de 2026 impulsionará a economia do Rio Grande do Norte em R$ 1,1 bilhão

Pessoas comemorando e assistindo a um jogo de futebol, com elementos relacionados à Copa do Mundo.
A Copa do Mundo de 2026 promete aquecer a economia potiguar.

Estimativa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal prevê movimentação de R$ 1,1 bilhão com o evento, beneficiando o comércio e serviços locais.

A Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, promete injetar cerca de R$ 1,1 bilhão na economia do Rio Grande do Norte. A decisão de impulsionar o comércio e os serviços locais foi tomada pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal, com base em projeções que indicam que aproximadamente 1,8 milhão de potiguares realizarão compras e contratarão serviços relacionados ao evento. A iniciativa é de grande importância para a recuperação econômica, impactando diretamente a renda e o emprego no estado.

Em Natal, a expectativa é de que a movimentação financeira ultrapasse os R$ 300 milhões. O cenário otimista é impulsionado pela procura de itens como camisas da Seleção Brasileira, artigos de decoração verde e amarela, alimentos, bebidas, utensílios para churrasco, eletrônicos, serviços de delivery, bares e restaurantes. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o SPC Brasil estimam que 99,2 milhões de brasileiros participem dessa onda de consumo em todo o país.

Pesquisas indicam que 60% dos consumidores planejam adquirir produtos ou serviços ligados à Copa, com um gasto médio previsto de R$ 619, elevando-se para R$ 784 nas classes A e B. Embora as vendas online cresçam, o varejo físico, especialmente supermercados, lojas de bairro e estabelecimentos de alimentação, deve concentrar o consumo imediato. Itens como bebidas, petiscos, carnes e cervejas são esperados para aquecer as vendas, assim como o delivery e o movimento em bares e restaurantes, impulsionados pelo hábito de assistir aos jogos em grupo.

No entanto, a pesquisa também lança um alerta: 61% dos torcedores que pretendem gastar durante o período já possuem dívidas em atraso, e 41% consideram apostar online. Essa situação eleva a preocupação com o endividamento familiar, mesmo diante do aquecimento econômico esperado. A maioria dos consumidores (67%) optará por compras online, utilizando tanto lojas virtuais quanto aplicativos de entrega. O levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e do SPC Brasil ressalta que o evento tem um forte apelo emocional e coletivo, capaz de movimentar diversos setores da economia potiguar.

Classificação Indicativa: Livre

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