SAÚDE PÚBLICA EM DEBATE
Conitec inicia consulta pública para incluir imunoterapia no SUS para quatro tipos de câncer
Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) abre processo para avaliar inclusão do pembrolizumabe no SUS para tratar câncer de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero. Contribuições da população podem ser enviadas até 8 de junho.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) deu início, nesta quarta-feira, 20/05/2026, a quatro consultas públicas cruciais para decidir sobre a possível incorporação da imunoterapia pembrolizumabe no SUS. A medida visa expandir as opções de tratamento para pacientes com câncer de pulmão, esôfago, mama triplo negativo e colo do útero. A decisão, motivada pela busca por terapias mais eficazes e com menor toxicidade, é de suma importância para a dignidade e sobrevida de milhares de brasileiros que enfrentam essas doenças.
As consultas públicas de números 37/2026, 38/2026, 39/2026 e 40/2026 estão abertas para receber contribuições da população até o dia 8 de junho. As manifestações serão criteriosamente analisadas pelos membros da Conitec antes da deliberação final. Essa etapa democrática permite que profissionais de saúde, pacientes e a sociedade civil expressem suas opiniões e compartilhem vivências sobre os tratamentos em avaliação, enriquecendo o processo decisório.
A imunoterapia, como o pembrolizumabe, representa um avanço significativo no combate ao câncer. Esse tipo de tratamento estimula o próprio sistema imunológico do indivíduo a identificar e combater células tumorais. O uso do pembrolizumabe em outros países já demonstrou potencial para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes, além de oferecer um perfil de menor toxicidade quando comparado a abordagens terapêuticas mais convencionais.
Os quatro tipos de câncer em foco nas consultas públicas são responsáveis por uma parcela expressiva de óbitos no Brasil. O câncer de pulmão, por exemplo, é um dos que mais causam mortes anualmente no país, com mais de 35 mil vítimas. A potencial inclusão do pembrolizumabe no SUS pode oferecer uma nova esperança e acesso a tratamentos de ponta para um grande número de pacientes.
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