FENÔMENOS CLIMÁTICOS EXTREMOS
Conhecido caçador de tornados dos EUA planeja vir ao Sul do Brasil
O meteorologista Reed Timmer manifestou interesse em analisar o Corredor de Tornados da América do Sul. A visita visa monitorar eventos impulsionados pelo El Niño.
O meteorologista e renomado caçador de tempestades Reed Timmer manifestou o interesse em viajar ao Brasil para estudar a atividade atmosférica na região Sul. A decisão foi anunciada publicamente no último dia 9, motivada pela alta incidência de tornados registrada recentemente no Rio Grande do Sul e no Paraná.
A vinda de Reed Timmer ao território brasileiro tem como objetivo observar de perto o fenômeno El Niño, que estaria potencializando o chamado Corredor de Tornados da América do Sul. Segundo o especialista, há uma expectativa de que eventos climáticos severos voltem a ocorrer entre o final do inverno e a primavera, período em que sua equipe, a Team Dominator, pretende realizar o monitoramento de campo.
Apesar da sinalização, não foram divulgados cronogramas, cidades específicas do roteiro ou uma data confirmada para o desembarque. A iniciativa traz um olhar especializado para a vulnerabilidade climática da região, um tema que preocupa autoridades e impacta diretamente a segurança e o patrimônio de milhares de residentes.
Por que o Sul do Brasil é um corredor de tornados?
Geograficamente, o Rio Grande do Sul está localizado em uma zona estratégica onde o ar quente e úmido vindo da Amazônia colide com massas de ar frio vindas do sul. Esse choque, potencializado pela mudança de direção e velocidade dos ventos, cria a instabilidade necessária para a formação das colunas de ar em rotação.
O climatologista Francisco Eliseu Aquino, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), explica que a presença de frentes quentes com alta instabilidade eleva consideravelmente a probabilidade desses episódios. A situação é corroborada por outros especialistas, como Maurício Ilha de Oliveira, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), e César Soares, da Climatempo, que reforçam como o aquecimento global e o El Niño — marcado pelo aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial — criam um ambiente cada vez mais propenso a tempestades severas.
O impacto humano desses fenômenos é histórico. Dados do Atlas Digital de Desastres apontam que, desde 1991, o Rio Grande do Sul enfrentou pelo menos 31 desastres associados a tornados, afetando diretamente mais de 7,6 mil pessoas e gerando prejuízos materiais estimados em R$ 68 milhões.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário