ALERTA DE TEMPERATURAS EXTREMAS

Bolha de calor eleva termômetros a 43ºC em diversas regiões do Brasil

Céu ensolarado e seco em Brasília durante período de estiagem.
Nascer do sol em período de seca e altas temperaturas.

Fenômeno meteorológico impede a formação de chuvas e eleva o risco à saúde; especialistas recomendam cautela redobrada com a hidratação.

Uma forte bolha de calor em atuação no Brasil intensificará as temperaturas em grande parte do país, com a previsão de marcas severas. O fenômeno deve impactar o território nacional desde sábado (15/8) até a próxima quarta (19/8), segundo projeções da MetSul Meteorologia.

A massa de ar quente pode elevar os termômetros para patamares entre 40ºC e 43°C, sendo o Centro-Norte do país a área mais afetada. Tecnicamente classificado como domo de calor (heat dome), o fenômeno é causado por uma área de alta pressão atmosférica que retém o ar quente próximo ao solo, impedindo a chegada de frentes frias e a formação de nuvens.

Estael Sias, meteorologista da MetSul, explica que o processo se autorregula. “A bolha de calor é resultado da escassez de chuva das últimas semanas. O ar seco esquenta e favorece o aquecimento, que resseca ainda mais a atmosfera, com os índices de umidade baixando para 20%”, pontua. O impacto será crítico em estados como Tocantins, Goiás e Mato Grosso, atingindo ainda partes da Bahia e Maranhão.

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica que o sistema ainda se expande para o Sudeste, afetando áreas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Embora o fenômeno se assemelhe a uma onda de calor, Olívio Bahia, meteorologista do Inmet, esclarece que a diferenciação reside no período de permanência: por durar menos tempo que os sete dias habituais de uma onda de calor, este evento é tecnicamente distinto.

O calor extremo traz preocupações imediatas à saúde pública. Segundo Ygor Mourão, pneumologista do Hospital de Base de Brasília, as condições climáticas podem desencadear desde desconfortos leves até complicações fatais. “A baixa umidade causa desidratação e descompensação do sistema, agravando crises de doenças crônicas como asma, DPOC e problemas cardiovasculares”, adverte.

Para mitigar os riscos, o especialista recomenda reforçar a hidratação, umidificar ambientes e evitar atividades físicas entre 10h e 16h. O uso de soro fisiológico e proteção solar são medidas essenciais para evitar a exaustão térmica.

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