COMBATE AO EBOLA
CNN Brasil revela desafios no combate ao Ebola na RD Congo; Brasil descarta casos suspeitos
Reportagem especial em hospital congolês expõe os perigos enfrentados por profissionais de saúde. No Brasil, autoridades confirmam que nenhum paciente apresenta a doença.
A grave epidemia de Ebola na República Democrática do Congo, que já registrou mais de 280 casos e 42 mortes nas últimas semanas, está sendo combatida com o intensificado esforço de equipes médicas locais. A correspondente da CNN, Clarissa Ward, obteve acesso exclusivo à unidade de tratamento de Ebola, a chamada Zona Vermelha, revelando os desafios diários enfrentados por quem atua na linha de frente contra a doença.
Ward descreveu as condições extremas e a necessidade de rigorosos equipamentos de proteção individual (EPIs). Um dos principais obstáculos para os profissionais de saúde é o desconforto extremo causado pelos trajes, que se tornam insuportavelmente quentes em poucos minutos. "É realmente difícil respirar normalmente com eles", relatou a correspondente, evidenciando o impacto físico da tarefa. Embora o Ebola não seja transmitido pelo ar, a transmissão ocorre por meio de fluidos corporais, exigindo máxima cautela ao contato com os pacientes.
Enquanto a situação se agrava no Congo, o Brasil comunicou nesta segunda-feira, 01/06/2026, o descarte de casos suspeitos de Ebola. A Secretaria de Saúde de São Paulo informou que um homem de 37 anos, vindo da República Democrática do Congo e com sintomas como mal-estar, vômitos e diarreia, não portava a doença. Após desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o paciente foi encaminhado ao Instituto Emílio Ribas, onde já se investigava uma infecção bacteriana por meningite.
A confirmação veio do Instituto Adolfo Lutz, que atestou a ausência do Ebola no paciente. Com a liberação, espera-se que ele receba alta hospitalar ainda nesta semana. Paralelamente, o Rio de Janeiro também descartou um caso similar em um indivíduo vindo de Uganda, diagnosticado com malária. O Ministério da Saúde reitera que o Brasil não possui casos suspeitos da doença e permanece vigilante a novas ocorrências.
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