RESULTADOS FINANCEIROS

Escassez de insumos reduz receita trimestral da Oncoclínicas

Fachada de unidade hospitalar da Oncoclínicas.
Instalações da Oncoclínicas passam por reestruturação após normalização de estoques.

O desabastecimento de medicamentos impactou o desempenho financeiro da rede, gerando uma queda de R$ 430 milhões na receita bruta entre abril e junho.

A Oncoclínicas registrou uma redução de R$ 430 milhões em sua receita bruta durante o segundo trimestre, impactada diretamente por um desabastecimento crítico de medicamentos em suas unidades de tratamento. O balanço divulgado nesta sexta-feira (14) revela que a cifra atingiu R$ 1,227 bilhão no período de abril a junho, representando uma retração de 25,9% na comparação anual.

A instabilidade na cadeia de suprimentos atingiu o auge entre março e abril, comprometendo o fluxo de atendimento aos pacientes oncológicos. A situação, que afetou a dignidade e a continuidade do cuidado clínico, foi mitigada após o aporte de R$ 150 milhões provenientes de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), o que permitiu a normalização do estoque ao longo do restante do trimestre.

Em termos operacionais, a receita líquida somou R$ 1,047 bilhão, uma queda de 28,5% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. A instituição pontuou que o volume de tratamentos realizados acompanhou a escassez de insumos, gerando uma pressão adicional nos resultados devido ao incremento nas Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD). No acumulado dos últimos doze meses (LTM), a receita bruta da companhia foi de R$ 5,7 bilhões, apresentando uma variação negativa de 15,8%.

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